Decisão surpreende lideranças
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Dimitri do ValleDe Curitiba Luciano Augusto De Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), disse que ficou surpreso com a notícia da prisão do ex-prefeito Antônio Belinati. A informação da prisão foi repassada a Nedson pelo secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo, que o acompanha em viagem a Curitiba. Todo este processo que ocorreu em Londrina ainda terá muitos lances no âmbito do Judiciário, comentou. Ele viajou à Capital para participar de reunião na Associação dos Municípios do Paraná (AMP).
Para Nedson, a nova prisão de Belinati demonstra que o MP trata as investigações com cautela e profissionalismo. O trabalho está sendo feito com muita consequência. Os promotores estão agindo bem. O próximo passo, na opinião do prefeito, é recuperar o dinheiro desviado. O que mais se ouve falar em Londrina é o pedido da população para que os cofres públicos sejam ressarcidos. Temos a certeza de que o Ministério Público vai conseguir realizar esse trabalho.
Outras lideranças ouvidas pela Folha também ficaram surpresas. O presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), comentou que, pela gravidade dos fatos apurados até agora, não tem dúvida de que no final do julgamento a maioria (dos envolvidos) deve ser condenada. Ele se disse surpreso pelo fato de as prisões acontecerem em época de férias do Judiciário, período pouco comum para isso.
A vereadora Elza Correia (PMDB) soube das prisões pela reportagem. A expectativa da população é essa mesma, porque ninguém pode passar impunemente por esses crimes. Ela afirmou que aguarda agora a devolução de todo o dinheiro desviado dos cofres municipais. Isso vai mostrar que cadeia não é só para pobre, negro e desempregado, completou. Elza elogiou o trabalho do Ministério Público (MP).
Um dos idealizadores do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, o empresário Valter Orsi ressaltou que está se fazendo Justiça e (as prisões) vieram de encontro com o que a sociedade estava esperando. Mas as prisões, segundo Orsi, foram só a primeira etapa. Além da indisponibilidade dos bens, ele apontou que é necessário que o patrimônio dos condenados seja revertido para o poder público. Essa história de prisão, habeas-corpus, prisão novamente, só traz revolta, avaliou.


