Decisão surpreende e causa revolta na APP
Curitiba - A APP-Sindicato, entidade que representa os professores do Estado, recebeu a decisão de Requião com surpresa e descontentamento. ''Não faz sentido. Os recursos já estavam previstos no orçamento'', reclamou o presidente da entidade, José Lemos. O dirigente sindical adiantou que a APP vai trabalhar para derrubar o veto.
A direção da APP pretende se reunir hoje com o secretário Maurício Requião. Se não for possível negociar com o governo do Estado o pagamento retroativo, os professores vão pedir o apoio da Assembléia Legislativa, que tem poderes para derrubar vetos do Poder Executivo.
Lemos disse ainda que a categoria vai cobrar, mesmo com a implantação do plano, as perdas salariais acumuladas nos últimos nove anos, que chegam a cerca de 95%. Os funcionários de escolas também foram citados pelo dirigente sindical. Na opinião de Lemos, é necessário elaborar plano específico e concurso público para este segmento dos educadores. Ao brigar pela aprovação do plano, os professores explicaram que não querem apenas reajustes, e sim possibilidades de progredir na carreira.
O governo Requião calcula que a folha mensal terá um acréscimo de R$ 23 milhões com o pagamento dos reajsutes aos professores, que representam a maior categoria do funcionalismo. O governador espera poder pagar os benefícios em 30 dias, mas também fixou o prazo de até 45 dias como margem de segurança.
''Nossa projeção de arrecadação permite a implantação nesse prazo (30 dias), e evita questionamentos do plano na Justiça, o que poderia anular todo o esforço para construir o plano'', declarou Requião. (M.D.)





