Decisão sobre prisão de Belinati fica para final do mês
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O pedido de prisão preventiva contra o prefeito cassado de Londrina, Antonio Belinati (PFL) e outras oito pessoas só vai chegar a Londrina no final do mês. A informação é da assessoria de imprensa do TJ. O TJ vai aguardar 15 dias para recurso do MPE, autor da denúncia-crime contra Belinati. A decisão foi remetida para o Diário de Justiça no dia 30 e a publicação pode acontecer no dia 4. A partir daí, corre o prazo. Apesar da cautela do TJ, o próprio promotor Wanderley Carvalho da Silva, que ofereceu a denúncia juntamente com Margareth Pansolin Ferreira e o procurador Munir Gazal, já adiantou na semana passada que não pretende recorrer.
Belinati e outras 17 pessoas são acusadas de formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato. O MPE solicitou a prisão do prefeito cassado e mais mais oito pessoas: Rubens Pavan (presidente da Sercomtel), Eduardo Duarte Ferreira (ex-procurador jurídico), Gino Azzolini Neto (ex-secretário de Governo), Kakunen Kyosen (ex-auditor), Luiz César Guedes (ex-secretário da Fazenda), Cassimiro Zavierucha (ex-assessor) e dos empresários Solano da Rosa e Arion Cruz Santos, de Curitiba.
A denúncia é baseada na contratação de um show para a inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI). O show foi cancelado, mas a prefeitura teria pago teria pago R$ 60 mil de multa. O dinheiro usado teria origem em licitações fraudulentas na Comurb. A condenação para formação de quadrilha varia de um a três anos de detenção; para fraude em licitação, de dois a quatro anos e, para peculato, de dois a 12 anos de prisão.


