Decisão sobre CP da Saúde fica para sexta-feira
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A decisão sobre o pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), ficou para sexta-feira. Os cinco membros da Mesa Executiva da Câmara se reuniram na manhã de ontem para avaliar a defesa prévia do prefeito, protocolada na Casa na semana passada, e decidir se o pedido de abertura de CP seria enviado ao plenário para votação ou arquivado, mas a decisão sobre o assunto acabou adiada.
O pedido de abertura de CP consta no relatório produzido pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara que investigou desvio de verba na área da saúde.
Um dos motivos do adiamento foi o impasse em relação ao vereador José Roque Neto (PR), que é membro da Mesa Executiva e também integrou a CEI. Além de Padre Roque, fazem parte da Mesa Executiva os vereadores Gerson Araújo (PSDB), Rony Alves (PTB), Sebastião dos Metalúrgicos (PDT) e Roberto Fú (PDT).
O vereador Professor Rony contesta a postura de Padre Roque na CEI e afirma que ele não deveria participar da decisão sobre a CP. ''Ele não votou, não assinou o relatório (final da CEI). Ele também não apresentou em tempo hábil outro relatório com suas considerações. Então eu entendo que ele não pode participar da decisão se o pedido da CP vai ser arquivado ou enviado ao plenário'', disse o Professor Rony.
Na Mesa Executiva, o voto de Padre Roque, que já antecipou ser contra a abertura de CP, pode ser decisivo. Sem o voto do vereador, dois votos seriam pelo arquivamento do pedido de CP - Sebastião dos Metarlúgicos e Roberto Fú - e dois pela deliberação no plenário - Gerson Araújo e Professor Rony.
O procurador-geral da Câmara, Miguel Ângelo Garcia, ainda vai avaliar o pedido do Professor Rony e não quis se manifestar sobre o assunto. Já o vereador Padre Roque disse, via assessoria de imprensa, disse que prefere esperar o parecer do procurador-geral da Casa antes de falar sobre o caso.
O presidente da Mesa Executiva, Gerson Araújo, negou que o impasse possa jogar a questão da CP para o próximo ano. ''Se necessário, faremos sessões extraordinárias''.


