Decisão sobre coligação fica para hoje
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segunda-feira, 07 de agosto de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de cerca de duas horas e meia de sessão, um dos juízes da corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Munir Abagge, pediu vistas ao processo que analisa a coligação entre PMDB e PSDB no Estado. Abagge foi o primeiro a se manifestar após o juiz relator do caso, Pedro Gebran Neto, ter se posicionado a favor do pedido de impugnação da coligação. Hoje a sessão novamente coloca o tema em pauta e deve iniciar com o voto do próprio juiz Abagge. ''Não me surpreende (o pedido de vistas), porque a matéria é complexa e há uma seriedade do tribunal na análise'', comentou o advogado da coligação, Guilherme Gonçalves, após o término da sessão.
Em seu argumento, o relator Gebran disse que não cabe à Justiça Eleitoral entrar no mérito das coligações, já que elas estão ligadas a diretrizes partidárias, e que portanto podem variar ''ao sabor das conveniências políticas''. Mas que a Justiça Eleitoral pode sim analisar a legalidade das normas partidárias, ligadas aos estatutos partidários, e que portanto são ''permanentes''. Sobre o assunto, Gebran disse que reconhece que o diretório nacional do PSDB tem o poder de anular as decisões estaduais que contrariem a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência da República.
O juiz analisou de forma conjunta todos os seis pedidos de impugnação relacionados à união entre os dois partidos, tanto nas eleições majoritárias (coligação Paraná Forte) quanto nas proporcionais (coligação Paraná Mais Forte). A coligação Paraná Forte é encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB) ao lado do deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), vice na chapa.
Os pedidos de impugnação foram feitos pelo presidente do PSDB do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, pelos deputados federais Luiz Carlos Hauly e Gustavo Fruet, ambos do PSDB, e pelo candidato a deputado estadual e presidente licenciado da Social Democracia Sindical do Paraná (SDS/PR), Paulo Cesar Rossi (PSDB). Os autores dos pedidos querem fazer prevalecer a decisão do diretório nacional do PSDB, que anulou a convenção do Estado realizada no dia 29 de junho, quando uma maioria apertada optou pela coligação com os peemedebistas. A justificativa é de que Roberto Requião não apóia o candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin.


