Decisão sobre coligação deve sair segunda-feira
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sexta-feira, 07 de julho de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz federal João Pedro Gebran Neto deve emitir parecer até o início da próxima semana sobre o pedido de impugnação de parte da convenção do PSDB estadual e, como consequência, a anulação da coligação do partido com o PMDB. O parecer será analisado e julgado pelos membros do pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até quinta-feira. Independente da decisão, o TRE deve divulgar até segunda-feira o edital com a homologação de todas as candidaturas registradas para que se abra o prazo para eventuais pedidos de impugnação. Os registros serão publicados no edital extamente como foram feitos. Portanto, sairá tanto a coligação PSDB-PMDB quanto a disputa individual do PSDB.
O advogado do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão, candidato a vice-governador na chapa de Roberto Requião (PMDB) caso a coligação seja homologada, Guilherme Gonçalves, afirmou que a ala tucana que defende a coligação vai esperar a decisão do TRE para daí decidir se entra na Justiça. O embróglio começou depois que a executiva nacional do PSDB impugnou a coligação com os peemedebistas por entender que esta aliança não atende os interesses da candidatura à presidência de Geraldo Alckmin (PSDB) no Paraná. ''Com a publicação da coligação no edital, compreendo que aquele ato (de impugnação) perdeu fundamento. Daí quem se sentir prejudicado teria que entrar com um pedido de impugnação'', afirmou Gonçalves.
A ala tucana contra a coligação com o PMDB promete entrar com novo pedido de impugnação caso o TRE mantenha a aliança. ''O diretório estadual não se coligou. O representante do diretório estadual é o Valdir Rossoni (presidente do PSDB estadual) e ele não assinou a ata com a coligação. A ata assinada pelo Rossoni tem o pedido de impugnação em anexo'', explicou o advogado de Rossoni, João Graça.
Gebran Neto também será o relator no caso da candidatura à reeleição do ex-deputado federal José Borba (PMDB). A executiva estadual do PMDB não deu legenda a Borba, que por isso protocolou sua candidatura individualmente. E o juiz decidirá se Borba pode seguir no pleito mesmo sem o aval do seu partido. Borba renunciou ao mandato este ano depois de sofrer ameaça de cassação por envolvimento no escândalo do mensalão.


