O juiz da 1 Vara Cível, Mauro Ticianelli, deve decidir hoje se acata pedido de afastamento do presidente da Câmara Municipal, Sidney de Souza (PTB), do corregedor Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), do líder do Executivo Gláudio Renato de Lima (PT), do vereador Jamil Janene (PMDB), e do parlamentar já afastado Flávio Vedoato (PSC) formulado na sexta-feira pelo Ministério Público (MP). Segundo o MP, eles estariam supostamente envolvidos em cobrança de propina para aprovação de lei municipal que fez a doação de um terreno público ao empresário Marcelo Caldarelli, em dezembro de 2005. O juiz disse à FOLHA que pretende finalizar o despacho até o final da manhã.
O ex-vereador Henrique Barros (sem partido) também é citado no pedido de ''emenda à inicial'' feito pelo MP visando ampliar a lista de réus do processo, que já conta com o ex-vereador Orlando Bonilha e os vereadores afastados Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (sem partido). A ação principal foi apresentada à justiça no início de abril.
Ontem, o dia foi de movimento no cartório da 1 Vara Cível entre os advogados de defesa. Os defensores de Souza, Tamarozzi, Jamil e Gláudio apresentaram manifestação prévia tentando impedir os afastamentos.
O advogado Dely Dias das Neves, que defende o presidente da Câmara, entrou sexta-feira com um mandado de segurança preventivo com o objetivo de evitar a medida - mas a liminar foi negada pelo juiz da 4 Vara Cível, Jamil Riechi Filho. Em petição de 23 páginas, o advogado argumentou que é ilegal a ''emenda à inicial'' porque foi apresentada após a citação dos réus. A alegação foi negada pela promotora Leila Voltarelli. ''O processo ainda não chegou à fase de citação'', rebateu.
O advogado de Tamarozzi, Oswaldo Américo, pediu para que seu cliente fosse ouvido antes da decisão. Além disso, justificou que o afastamento de mais quatro vereadores sem prejuízo dos vencimentos - atualmente já estão afastados Vedoato, Araújo e Bergamin - vai aumentar as despesas da Câmara Municipal. A defensora de Jamil Janene, Michelle Bazo, também solicitou que seu cliente fosse ouvido pelo juiz.
César Bessa, advogado de Gláudio, disse que a acusação de Bonilha é uma ''vingança'' contra o líder do governo. ''O Gláudio denunciou o esquema de compra de túmulos do Bonilha e está sendo denunciado por essa razão'', afirmou. Além disso, Bessa afirmou que a palavra de Bonilha é ''moralmente suspeita''.

mockup