Decisão não atingiria rodovias do Paraná
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de novembro de 2011
Catarina Scortecci <br> Reportagem Local 
Embora os contratos entre as concessionárias de pedágio e o governo do Paraná hoje em vigor tenham sido assinados em 1997, na gestão de Jaime Lerner, a decisão do TCU não atingiria as empresas no Estado, já que o órgão estaria tratando apenas das rodovias federais ainda comandadas pelo próprio governo federal. No caso do Paraná, as concessionárias também administram rodovias federais, mas que foram passadas pela União ao Estado.
Em maio, a então senadora em exercício Gleisi Hoffmann (PT) - que ainda não havia sido chamada para comandar a Casa Civil no governo federal - anunciou um requerimento no qual cobraria a inclusão dos casos paranaenses na lista dos contratos alvos do TCU. O requerimento seria apreciado no Senado. Ontem, a reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da senadora licenciada para saber os desdobramentos daquele requerimento.
Também no último mês de maio, o próprio governo do Paraná iniciou um diálogo com as concessionárias de pedágio na tentativa de reduzir as tarifas e incluir obras. As negociações, contudo, ainda estão em andamento e devem terminar apenas em maio de 2012.
Capitaneada pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a negociação com as empresas já teria resultado num investimento adicional da Ecocataratas em trecho da BR-277, mas a contrapartida do Estado neste acordo ainda não ficou clara.


