Decisão livra seis vereadores de Londrina
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sexta-feira, 05 de outubro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Em Londrina, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) praticamente livra de uma eventual perda de mandato os seis vereadores que deixaram as siglas pelas quais foram eleitos em outubro de 2004. Na sessão de anteontem, o STF definiu que estão sujeitos à medida os deputados que deixaram as legendas de origem a partir de 27 de março deste ano. No Legislativo londrinense, os edis infiéis saíram todos antes do prazo - a maioria, ainda em 2005.
Deixaram os partidos de eleição os vereadores Sandra Graça e Jamil Janene, eleitos pelo PDT e recém-filiados, respectivamente, ao PP e ao PMDB. O caso deles, porém, foi precedido de uma briga interna com a acusação, pelo diretório local, de que ambos teriam praticado a infidelidade partidária já no segundo turno de 2004, o que motivou uma sindicância. Jamil chegou a se filiar ao PR (ex-PL), antes de se tornar peemedebista. Sandra se manteve sem partido até julho passado. Segundo o presidente do PDT em Londrina, deputado federal Barbosa Neto, a sigla ainda não definiu o que será feito. ''Amanhã (hoje) teremos uma reunião em que o assunto será debatido, mas, de qualquer forma, os dois vereadores saíram do PDT antes do prazo dado pelo STF'', disse Barbosa. ''Estou tranquila, até porque não saí para fazer especulação nem barganhar cargo'', afirmou Sandra.
No PSDB, a situação é parecida: em 2005, o diretório tucano perdeu para o PPS os vereadores Tercílio Turini e Paulo Arildo, o qual acabou retornando ao ninho peessedebista em abril passado. ''De fato eles deixaram o partido antes do que determina o STF (para perda de mandato), mas temos ações ainda em andamento para reaver esses mandatos. Vamos só deixar que a Justiça se manifeste'', declarou o presidente do PSDB em Londrina, Claudemir Molina.
O PSL também perdeu dois nomes na atual legislatura - mas, ao contrário das duas outras legendas, ficou sem qualquer representatividade no plenário da Câmara londrinense. Marcelo Belinati migrou para o PP; Renato Lemes, depois de passar por PR e PMR, agora está no PRB (nomemclatura nova para o PMR). ''O PSL acata decisões judiciais. Se houver dúvida de interpretação, até podemos retomar o assunto; como é do STF, acredito que há um ponto final e que agora é olhar adiante'', resumiu o delegado da executiva local do PSL, Jorge Coimbra. Para Belinati, ''o STF está de parabéns, mas demorou muito para decidir''.


