Apesar da proibição de piquetes determinada pela Justiça, sob pena de multa, o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, viu no despacho uma espécie de reconhecimento da legalidade, e não abusividade da greve por reposição salarial.
Na avaliação de Urbaneja, o provimento parcial à ação do Ministério Público - bastante criticada em assembléia da categoria, semana passada - não afetará os rumos do movimento, uma vez que, este ano, as UBSs não têm apresentado piquetes de grevistas. ''Na Saúde não vai mudar nada, não impedimos o trabalho de ninguém. A Usina será liberada pelo piquete'', assegurou. Sobre a reunião, Urbaneja comentou o impasse em formar uma comissão que discutisse problemas no atendimento mínimo para a Saúde. ''Propusemos, mas a administração foi contrária. Mesmo assim, estamos satisfeitos: já temos duas reuniões judiciais que apontam as negociações como porta de entrada para o fim da paralisação'', concluiu, referindo-se a decisão recente, da 7 Vara Cível, impedindo o desconto dos dias parados.
O procurador-geral do Município, Mauro Yamamoto, disse que o Executivo vai apenas aguardar que a decisão de ontem seja reformada, mas via recurso da Promotoria autora. ''Por ser (a Saúde) uma área essencial, não é possível a greve. Mas a decisão de hoje (ontem) não está decidida, haverá recurso do MP e, sinceramente, aguardo pela reforma dela'', afirmou, para justificar em seguida: ''Lógico que Município concordava com o mérito da ação da Promotoria'', admitiu, já que, se concedida a liminar favoravelmente ao MP, apenas o Sindserv seria penalizado em caso de descumprimento.
Questionado se a não intervenção por parte do Município pode ser interpretada como omissão, Yamomoto acha que não. ''Queriam uma escala mínima nas UBSs, a partir da reunião, mas o sindicato que faça isso. Não se define uma escala dessas em uma audiência dessas'', justificou. (J.G.)

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