Decisão esperada, avalia Enio Verri
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Edson Ferreira<br> Reportagem Local 
Para o presidente do PT do Paraná, deputado estadual Enio Verri (PT), "já era esperada a decisão da CCJ", que negou o recurso do deputado federal André Vargas (sem partido-PR). "Já havia a decisão do relator e também pressão por uma definição."
Sem entrar no mérito das relações do parlamentar londrinense com o doleiro preso Alberto Youssef, pivô da operação Lava Jato, Verri defendeu a trajetória de Vargas no partido, onde já ocupou o cargo de presidente estadual. "Fez muito pelo partido e também pelo Paraná. Percebemos essa gratidão quando passamos pelas regiões que ele atendeu."
Vargas deixou o PT em abril, depois que se tornou pública a relação dele com o doleiro. A atitude do ex-correligionário foi, para Verri, "uma demonstração de preocupação com o partido, pois sabia que se ficasse poderia dar a impressão de que o PT também estava envolvido com alguma irregularidade". Segundo o presidente estadual, não teria sido a pressão interna na sigla que motivou a saída. "O André não se sente pressionado com nada."
Mesmo depois dos procedimentos abertos contra o londrinense no Congresso, Verri e Vargas mantinham bom relacionamento. "A relação era boa, porém, não mais na esfera político-partidária."
A reportagem também procurou o deputado federal André Vargas, mas ele desligou o telefone assim que a reportagem se identificou. "Não quero falar", resumiu.


