Decisão do TSE causou rebuliço no Congresso
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domingo, 03 de março de 2002
Agência Estado 
Brasília- A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de vincular as coligações partidárias estaduais às nacionais causou um rebuliço no Congresso. A primeira reação dos políticos foi de perplexidade, seguida de uma onda de protestos que, em menos de 48 horas, transformou-se em resignação. Algumas iniciativas para barrar a resolução foram ensaiadas, mas os políticos preferiram aguardar a divulgação da íntegra da resolução nesta semana e correr para os Estados com o objetivo de discutir o futuro dos acordos políticos que já estavam em gestação.
Os líderes partidários acreditam que, criada a obrigatoriedade de as alianças estaduais seguirem as coligações feitas para a eleição presidencial, os partidos ficarão engessados nos Estados. Mas avaliam que, se as regras comprometerem a estratégia eleitoral dos governadores e a reeleição de deputados federais e estaduais, as pressões se voltarão com grande intensidade contra as cúpulas partidárias, o Congresso e o Judiciário. Para administrar os conflitos previsíveis, os dirigentes esperam que o TSE esclareça na regulamentação uma séria de dúvidas que ainda pairam sobre a resolução.
Os políticos passaram a semana fazendo variadas interpretações e montando cenários diversos. A principal preocupação é como reorganizar as alianças nos Estados, uma vez que nas paróquias nem sempre o combinado segue decisões de cúpula. Às vezes o casamento no Estado é feito entre partidos que são adversários no plano nacional. Uma das dúvidas é saber se um partido poderá fazer qualquer coligação no Estado caso não se coligue nacionalmente ou não lance candidato à Presidência da República.


