Decisão do STF irrita deputados
Os deputados que pertencem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara fizeram ontem uma vigília de protesto contra a decisão do ministro Ilmar Galvão, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o julgamento do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG) por cerca de cinco horas. Parlamentares de todos os partidos uniram-se nas críticas ao que eles consideraram uma interferência indevida do Supremo nas decisões do Legislativo.
À vigília dos deputados, somaram-se sete ex-moradores do Edifício Palace 2, construído pela Sersan, de Naya. O prédio ruiu parcialmente na madrugada do dia 22 de fevereiro, matando oito moradores.
Os deputados fizeram muito barulho por causa da decisão do STF. Os moradores, ao contrário, acompanharam em silêncio todo o trabalho da CCJ. Antes do início da sessão, eles visitaram o relator do processo de cassação, deputado Marconi Perillo (PSDB-GO), e pediram que fizesse justiça. Ao término da leitura dos autos, por volta das 17 horas, eles bateram palmas. Foi a única manifestação ruidosa do grupo.
Borba O deputado José Borba (PTB-PR), que está sendo processado pela Câmara por ter votado em nome do deputado Valdomiro Meger (PFL-PR) usando a senha secreta dele, esteve ontem no Palácio do Planalto. Borba garante ter tratado apenas de assuntos administrativos do seu Estado com o secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge.
Ainda sou o coordenador da bancada no Estado e estou exercendo meu cargo normalmente, argumentou. (AE)





