O procurador jurídico da Câmara de Vereadores de Londrina, João Gomes dos Santos Filho, afirmou ontem estar ''bastante preocupado'' com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de fixar o número de um vereador para cada 47.619 habitantes nas câmaras brasileiras. De acordo com ele, a decisão pode causar jurisprudência e prejudicar Londrina que, em vez dos atuais 21, contaria, pelo novo cálculo, com 10 parlamentares, dados os 467.334 habitantes computados no último censo.
''A tabela do STF está longe de ser uma unanimidade, pois aqui estamos nos parâmetros determinados pela Constituição, a qual determina o mínimo de nove e o máximo de 21 vereadores para municípios com até um milhão de habitantes'', destacou, frisando que a proporcionalidade local respeita a Lei Orgânica do Município. Dessa forma, na visão de Gomes Filho, a Câmara londrinense aviltaria a lei ''só se estivesse entre oito e 22''.
''Não sei como uma cidade do porte de Londrina, capital do Norte paranaense, terceira maior do Sul do Brasil e com o grande de universidades que tem, pode comportar somente 10 vereadores. É inadmissível'', bradou.

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