Para os deputados mais novos do partido ou os que já faziam parte do governo estadual, como Alexandre Curi, Stephanes Júnior, Luiz Cláudio Romanelli e Luiz Eduardo Cheida, por exemplo, a tese de aliança causa menos embaraço e é até natural.
"O PMDB integrou nesses últimos três anos a base de apoio ao governador na Assembleia, integramos o governo, participamos da discussão, elaboração e implementação das políticas públicas do atual governo, sabemos que os fundamentos desse governo são muito importantes para promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo, do ponto de vista objetivo, o PSDB oferece ao PMDB a indicação do candidato a vice-governador e ainda uma ampla coligação para as eleições proporcionais e entendemos, inclusive, que elegeremos mais deputados com essa coligação que com uma chapa pura", avalia Romanelli.
Nem mesmo a chance de o partido estar em um palanque Dilma/Beto, apoiando, ao mesmo tempo um candidato do PT e outro do PSDB, preocupa o deputado. "O diretório nacional do partido não fixou nenhuma diretriz que pudesse vedar nos estados aliança diferente da nacional. Isso faz parte do atual modelo de democracia do País", disse.
Já para os deputados mais antigos, a tese preocupa. "O PMDB tem histórico de sempre disputar as eleições, o partido existe para disputar as eleições e é muito difícil defender algo contrário a isso. Mas uma candidatura própria, no cenário atual, representa chapa pura nas proporcionais e o risco de nossa bancada ser reduzida à metade. Até que ponto vale esse sacrifício pelo Requião", avalia Nereu Moura.
"Temos nossos prefeitos, nossa base, não é só nossa opinião que conta, temos que discutir com a população que representamos. É uma decisão que mexe com a vida de todos. Para nós, é muito difícil defender uma coligação", disse Caíto Quintana. "Talvez essa seja uma das decisões mais difíceis que terei que tomar dentro do partido", reforçou o deputado que nesta semana, chegou a declarar que teria aceitado ser vice de Beto Richa na coligação, mas, no dia seguinte, emitiu nota negando.
Fechados com a tese de candidatura própria estão Anibeli Neto, Cleiton Kielse e Waldyr Pugliesi. "Defendo a candidatura própria porque sou do PMDB. Isto significa que sou de um partido que tem um legado de serviços prestados ao Paraná. Acima de nomes, defender a candidatura própria é defender o partido. E também entendo que esse apoio que foi dado ao governo Beto Richa pelos deputados foi uma forma de contribuir com a governabilidade do Estado. Não há nesse apoio nenhum compromisso eleitoral", disse Anibeli. (R.P.)

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