Desde pequeno Luiz Pereira, o Padre Luizinho, disse ter um chamado para o ministério pastoral, mas ele demorou para assumir essa vocação. Foram três tentativas. Aos 12 anos, estudou no seminário São José, de Ourinhos (SP). Ficou dois anos e desistiu. Voltou para Marilândia, trabalhou na prefeitura, depois no Cartório de Registro de Imóveis e até montou uma lanchonete. Abandonou tudo para estudar no Seminário Maior de Curitiba, onde ficou de 70 a 73. Novamente deixou a vida religiosa. ‘‘Cada vez que deixava o seminário eu ficava furioso e nem queria ver padre pela frente’’, admite.
Mas, aos 29 anos, em Florianópolis (SC), ele tomou um decisão definitiva e, aos 33 anos, saiu, finalmente, como sacerdote do Instituto Teológico de Santa Catarina. A partir daí trabalhou em Sabáudia e em Arapongas. Em seguida, foi transferido para Itaguajé, onde trabalhou de 88 a 92.
Antes de ser padre, diz que viveu uma vida normal. ‘‘Tive várias namoradas, quase me casei em Marilândia, liderei um conjunto musical que tocava em baile e até em boates. Fiz tudo o que um jovem normal faz, cheguei a experimentar drogas, mas não era isso o que Deus queria para minha vida. Deus sempre me chamou para o sacerdócio. Chega num ponto que você que não tem como fugir do chamado de Deus. Há 16 anos sou padre, e me sinto muito feliz e realizado’’. (E.A.)

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