Decisão
O ex-general paraguaio Lino Oviedo foi condenado pela Justiça Federal brasileira a pagar uma multa de R$ 5,76 mil pelo crime de falsa identidade. Em junho de 2000, Oviedo foi preso em flagrante pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) por estar foragido da Justiça paraguaia, que o acusava de envolvimento no assassinato do vice-presidente paraguaio Luis ArgaÀa em 1999. Na ocasião, Oviedo apresentou uma identidade falsa às autoridades. Segundo a assessoria da Justiça Federal, Oviedo pode recorrer da decisão, mas terá que pagar a multa imediatamente. Comunicar Oviedo da decisão não deve ser problema para a Justiça brasileira. O ex-general visita com frequência o Centro Cívico, aonde ficam os três poderes, em busca de apoio de parlamentares paranaenses na tentativa de organizar um grupo político para disputar as eleições paraguaias.
Bloco
Um grupo de vereadores em Curitiba dedica-se nos próximos 120 dias, tempo de vigência de uma comissão especial criada pela Câmara, à pura perfumaria: elaborar um plano para melhorar o Carnaval da cidade. É verdade, os vereadores da Capital criaram uma comissão especial, exclusivamente para isso. Eles não entenderam ainda que a cidade não tem tradição. O Carnaval não está impregnado na cultura do povo. O puxador do bloco, integrado ainda por Jotapê (PSB), Sabino Picolo (PSDB), Julieta Reis (PFL) e Pedro Paulo (PT), é Jorge Bernardi (PDT).
Nova Aurora
Requião deve encaminhar à Assembléia, nos próximos dias, a mensagem com o pedido de intervenção no município de Nova Aurora (61 quilômetros ao Norte de Cascavel). Um dos nomes ventilados como possível interventor é o de Agileu Bittencourt, chefe da 2 Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Memória
O pedido de intervenção, que partiu do TCE, foi baseado numa auditoria que apontou irregularidades nas contas da prefeitura do município em 1999 e 2000 que indicam um desvio de verbas de R$ 5,3 milhões. O pedido precisa passar pela avaliação do governador do Estado e em seguida ser aprovado pelos deputados.
Sem pistas
A polícia não conseguiu encontrar provas que incriminem os suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-prefeito de Paranaguá José Vicente Elias. Os objetos apreendidos, na semana passada, pela Delegacia de Homicídios nas residências de dois suspeitos não foram reconhecidos por um dos filhos da vítima. Segundo o superintendente da Homicídios, Neimir Cristóvão, foram apreendidos um molho de chaves, um boné, um carregador de celular e uma chave de carro da marca Fiat. Nenhum deles pertenceria ao ex-prefeito.
Copel 1
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) fechou o primeiro trimestre de 2003, com prejuízo de aproximadamente R$ 15,5 milhões. O resultado reflete as perdas que a empresa teve com os contratos firmados com a Cien e UEG Araucária. Como os contratos estão sendo renegociados e os pagamentos estão suspensos desde janeiro, por ordem de Requião, a empresa espera reverter o prejuízo em breve.
Copel 2
O economista Rubens Ghilardi foi eleito e empossado ontem pelo Conselho de Administração da Copel como novo diretor de planejamento e de distribuição. Ghilardi tem 62 anos e construiu uma carreira de 28 anos na Copel, tendo exercido o cargo de diretor econômico-financeiro entre 1987 e 1993.
Depoimento
Hoje é a vez do ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e ex-superintendente do Programa Paranacidade Roberto Santoro prestar depoimento à CPI que investiga contratos firmados na gestão anterior. Santoro será sabatinado às 16h30, na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em Curitiba.
De olho
O presidente do diretório estadual do PMDB, deputado federal Gustavo Fruet, está de olho nos dissidentes. Principalmente nos que têm manifestado apoio ao nome do petista Angelo Vanhoni para a Prefeitura de Curitiba e que estão lotados no governo. Para que os mesmos não usem a estrutura oficial para fazer política partidária, o que seria prato cheio para uma denúncia.
Perguntinha
Em vez de criar a Comissão Especial do Carnaval, os vereadores de Curitiba não deveriam se concentrar em formas de criar leis que segurem a violência na cidade?
Leandro Donatti e sucursais
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