Debate sobre pedágio divide AL
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A discussão sobre uma possível prorrogação da delegação das rodovias federais ao governo do Estado indica que a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná está dividida sobre assunto. Mesmo alguns parlamentares que reconhecidamente fazem parte da base aliada, se manifestaram contrários ao desejo do Executivo estadual. A União repassou a delegação de 1,8 mil quilômetros de estradas para o Estado em 1997 que, posteriormente foram concedidas à iniciativa privada. Como este acordo com a União vence em novembro de 2021, uma nova delegação é o primeiro passo para que o governo estadual possa negociar a antecipação da renovação dos contratos com as atuais concessionárias.
Segundo o Executivo, as tratativas para prorrogar os contratos incluiriam redução de tarifas e inclusão de mais obras, entretanto, tais argumentos não têm sido convincentes. Tanto que 25 deputados (quase a metade das 54 cadeiras da Casa), incluindo alguns que vêm votando constantemente em projetos de interesse do governador Beto Richa (PSDB), assinaram um abaixo-assinado contra a renovação da delegação de rodovias federais ao Estado.
A ideia é conseguir entregar ainda hoje o documento para o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, e para a presidente da República, Dilma Roussef. Para isso, os deputados Nelson Luersen (PDT), que foi o presidente da CPI do Pedágio na AL, e Péricles de Mello (PT) se reúnem com a comissão de deputados federais do Paraná em Brasília que estão tratando deste assunto.
"Estamos mostrando que somos contrários à prorrogação da delegação das rodovias. Se o governo federal não fizer a delegação, o governo do Paraná não tem como prorrogar os contratos de pedágio. Por isso, vamos levar nosso posicionamento", ressaltou Luersen. "O melhor a se fazer neste momento é deixar terminar as atuais concessões, cobrar das concessionárias as obras que prometeram fazer, nem que seja por meio de aditivos, mas que se realizem essas obras. E em 2021 se faz uma nova concessão", reforçou.
O líder do Governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirma, no entanto,que a renovação da delegação das rodovias federais ao Estado não implica, necessariamente, na prorrogação do contrato com as atuais concessionárias de pedágio. Ele defende uma discussão sobre o assunto, mas ressalta que a questão é de competência exclusiva do governo federal. "É um tema complexo e que deve ser discutido", afirmou. "A questão é que temos um problema logístico no Estado e a União faz de conta que as rodovias não são dela. Acredito que ninguém deseja essa situação de um apagão logístico e de um dos pedágios mais caros do País", alfinetou Romanelli.
Entre os deputados que assinaram o documento contrários à renovação da delegação das rodovias estão Claudio Palozi (PSC); Péricles de Mello (PT); Nereu Moura (PMDB); Tadeu Veneri (PT); Artagão Jr. (PMDB); Professor Lemos (PT); Evandro Araújo (PSC); Anibelli Neto (PMDB); Claudia Pereira (PSC); Ademir Bier (PMDB); Gilson de Souza (PSC); Nelson Luersen (PDT); Márcio Pauliki (PDT); Tercílio Turini (PPS); Márcio Pacheco (PPL); Chico Brasileiro (PSD); Requião Filho (PMDB); Edson Praczyk (PRB); Gilberto Ribeiro (PSB); Adelino Ribeiro (PSL); Ney Leprevost (PSD); Rasca Rodrigues (PV); Leonaldo Paranhos (PSC); Schiavinato (PP) e Hussein Bakri (PSC).


