Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná viveu um ano atípico em 2001. Depois de 28 anos sob a supremacia de Aníbal Khury, morto no ano retrasado, a Casa foi presidida por um breve período pelo deputado Nelson Justus. Em fevereiro, quando começaram os trabalhos, o tucano Hermas Brandão assumiu o cargo. No total, foram realizadas 126 sessões ordinárias e 58 extraordinárias. Após o fim dos trabalhos parlamentares, outro fato marcante que entrará para a história do Legislativo paranaense: o assassinato do deputado petebista Tiago Amorim.

Vários projetos polêmicos foram aprovados e nem sempre discutidos como deveriam. É o caso da aprovação do aumento das alíquotas do ICMS e a proposta de Orçamento para 2002, que o governo enviou à Assembléia a poucos dias do início do recesso parlamentar. Outros, igualmente controvertidos, como o novo plano de saúde para o funcionalismo público, ficaram para o próximo ano.

De longe, no entanto, o assunto da privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi o fato mais marcante no Legislativo este ano. O tema mobilizou toda a sociedade civil, mas o projeto de iniciativa popular que impedia a venda da estatal acabou sendo derrotado por apenas um voto pelos deputados da base governista.

A votação do projeto popular, marcada inicialmente para o dia 15 de agosto, foi interrompida. Após passarem a madrugada debatendo o assunto, os deputados foram obrigados a cancelar a sessão, porque o plenário da Assembléia foi invadido por estudantes e sindicalistas, contrários à venda da estatal. O projeto somente foi votado no dia 20, com um placar de 26 votos contrários à privatização e 27 favoráveis. O presidente da Casa não votou.

Apesar da vitória, o governo do Estado fez duas tentativas frustradas, mas não conseguiu vender a Copel. Alguns secretários do governo já admitem que a privatização não deve mais ser concretizada durante a administração Jaime Lerner (PFL).

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