O segundo debate na TV entre os prefeituráveis de Londrina, anteontem à noite, pela Rede CNT, expôs pela primeira vez no confronto direto entre os candidatos discussões até então restritas aos bastidores. Que o digam o pedetista Barbosa Neto e o tucano Luiz Carlos Hauly, que polarizaram as farpas disputadas também, vez ou outra, pelo nome do PSol ao Executivo, Vílson Machado.
Além da TV Educativa, as mais de duas horas de duração do encontro foram transmitidas em tempo real pelo Portal Bonde, da FOLHA. O conteúdo está disponível no site (www.bonde.com.br) até o dia 30. Só esteve ausente o candidato Antonio Belinati (PP), que, em nota à emissora, disse ter seguido orientação da defesa enquanto não tem o registro julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O fogo cruzado foi aberto por Barbosa, que fez questão de exibir, logo no início do debate, exemplar de um jornal apreendido pela Polícia Federal (PF), há pouco mais de uma semana, em posse do candidato a vereador Gustavo Castro (PSDB). O material trazia matérias publicadas pelo jornal Correio Braziliense, este ano, que tratavam de investigações sobre supostos enriquecimento ilícito e contratação de funcionários fantasmas, em Brasília, envolvendo Barbosa.
Apesar de o impresso ter sido assumido por Castro - que, a pedido da Justiça Eleitoral, pode ser investigado pela PF por falsificação - em depoimento e com a publicação de seu CNPJ de campanha, Barbosa se disse vítima de ''muita baixaria nos bastidores'' por conta de ''panfletos apócrifos despejados na madrugada''. Em seguida, lembrou do ''ex-assessor que tentou me extorquir'' - referência à acusação que tem contra Luciano Ribeiro Lopes, autor das denúncias publicadas pelo jornal brasiliense. Lopes nega extorsão contra o parlamentar.
Na pergunta direta a Hauly sobre a panfletagem de Castro, o tucano alfinetou: ''São acusações que pesam sobre a sua pessoa, e são graves''. Para Hauly, o material apreendido é ''cópia exata, fidedigna de um jornal''. Na réplica, o pedetista se definiu ''ficha limpa'' e fez questão de lembrar que, na chamada Operação Gafanhoto investigada na Assembléia Legislativa - assunto de uma das matérias veiculadas pelo Correio -, outros 73 deputados também foram investigados pelo depósito de salários de assessores na conta de terceiros.
Manifestação de ''solidariedade'' foi registrada durante o debate, a Barbosa, pelo petista André Vargas. ''Pela baixaria que se instala contra ele'', justificou. Na sequência, em vez de responder à pergunta de André, novamente o pedetista saiu ao ataque - o tucano obteve um direito de resposta.
O próximo embate entre os prefeituráveis, na TV, está marcado para dia 1º, na TV Tarobá. Antes, porém, eles se reúnem no segundo debate realizado neste primeiro turno pela Rádio Paiquerê AM - será no próximo sábado, das 9 horas ao meio-dia.

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