DEBATE NACIONAL - O polêmico plebiscito da reforma política
Com a popularidade em queda livre e ameaças surgindo dentro da própria base aliada, a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional na semana passada uma mensagem sobre o plebiscito da reforma política. A medida também foi uma tentativa de responder às manifestações de rua que ocorreram no País nas últimas semanas.
O documento enumerava cinco temas: 1) financiamento de campanha; 2) sistema de eleição de deputados e vereadores; 3) modelo de suplência de senador; 4) existência de coligações em eleições para deputado e vereador, e 5) fim do voto secreto no Parlamento.
As sugestões de perguntas a serem feitas na consulta popular ao eleitorado brasileiro rendeu críticas tanto da base aliada ao governo federal quanto dos partidos da oposição. Além de tocar em pontos sensíveis, sem relação com o sistema político, como o voto secreto, parlamentares acusaram a presidente de ter consciência da inviabilidade de pôr as propostas em prática já em 2014, e tentar, assim, beneficiar só a imagem do PT. O governo trabalhava com a ideia de realizar o plebiscito no dia 7 de setembro.
Outro problema é a falta de tempo para a discussão, a aprovação e a realização do plebiscito. Para ter validade, a proposta precisa ser aprovada um ano antes do pleito de 2014. Portanto, o plebiscito precisaria ser realizado até outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral garantiu que, em 70 dias, seria possível realizar a consulta popular ao custo de R$ 500 milhões.
As recentes manifestações da sociedade brasileira estão se tornando uma clara demonstração da fragilidade do governo Dilma
Quando o povo é convocado para emitir a sua opinião escolhendo "sim" ou "não" à execução de determinada decisão governamental, anterior à elaboração de qualquer lei
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





