''Foi um debate muito chocho.'' A afirmação do prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), sobre o debate com os sete principais candidatos ao governo do Estado, reflete a opinião da maioria dos prefeitos entrevistados ontem pela Folha. O debate foi realizado pela TV Bandeirantes e aconteceu no domingo à noite.
Segundo Bueno, que apóia o pedetista Alvaro Dias, o principal problema foi a falta de tempo para os candidatos debaterem o programa de governo. ''Acho que tinha que ser dividido em dois blocos. Com todo aquele número de candidatos, não deu para eles colocarem as propostas'', afirmou Edgar Bueno.
Na opinião do prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), além da falta de tempo para os concorrentes se pronunciarem, o encontro foi ''morno'' por causa da pouca participação de jornalistas. ''O tempo foi muito curto para colocar o programa (de governo). Além disso, tem que ter mais a participação dos jornalistas''. Ele acredita que os expectadores também deveriam ter participado. Tezelli elogiou a participação do candidato de seu partido, Rubens Bueno.
Apesar de salientar a importância da discussão das propostas entre os candidatos, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), afirmou que esse debate ''não mudou nada no quadro eleitoral''. ''Os candidatos procuraram não se desgastar. Não me pareceu ter mudado o quadro eleitoral'', afirmou. ''O debate é importante após o início da campanha na televisão, quando as propostas vão ficar mais claras para os eleitores.'' Nedson apóia o candidato petista Padre Roque Zimmermann.
O prefeito de Rolândia, Eurides Moura (PMDB), do mesmo partido do senador Roberto Requião, não assistiu ao debate. ''Lamentavelmente eu não sabia, então não pude acompanhar, mas ouvi comentários dizendo que o debate foi muito produtivo'', despistou.
O prefeito de Tamarana, Paulo Nakaoka (PSDB), disse que também não pôde ver a participação do candidato tucano, Beto Richa, por problemas de transmissão. ''A minha parabólica não retransmitiu o sinal daqui, então vi o debate dos candidatos de São Paulo'', relatou. Na sua opinião, encontros deste tipo com os candidatos são importantes ''porque dão uma idéia se a pessoa tem capacidade de governar ou não, só pelo comportamento''.
A Folha tentou entrar em contato com o prefeito de Arapoti, Emiliano Kluppel (PSB), que apóia a candidatura de Severino Araújo, mas ele não retornou as ligações. O prefeito de Rio Branco do Sul, Bento Chimelli (PSC), mesmo partido do candidato Giovani Gionédis, não foi localizado.

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