O primeiro debate ao vivo que seria transmitido ontem à noite pela TV Londrina (Rede Bandeirantes), com os cinco candidatos a prefeito, mereceu uma pausa na agenda agitada para que todos pudessem se preparar para o confronto. Ontem à tarde, a Folha fez contato com todos eles, que voltaram a prometer que participariam do programa para mostrar propostas, discutir idéias e evitar agressões. De acordo com as regras estabelecidas pela direção da emissora, os candidatos passariam a maior parte do programa fazendo perguntas entre si.
O peemedebista Luiz Eduardo Cheida disse que se preparou revendo informações e números referentes à sua administração (92-96), mas sobretudo descansando parte do dia. Cheida disse que a concentração também incluiu conversas com assessores de campanha. Ontem ele não saiu para pedir votos.
‘‘O debate é tão importante que acho que assim deveria ser todo o tempo da propaganda gratuita’’, afirmou. Sobre o que tinha preparado para falar, o candidato disse que ‘‘falaria com o coração’’. ‘‘Esta é a minha arma, falar com clareza e lógica, mas principalmente o que sinto, com sinceridade’’, argumentou.
Farage Kouri também reservou parte da agenda para rever o conteúdo das propostas da campanha e mentalizar números. ‘‘A preocupação é mostrar a viabilidade das minhas propostas. O pefelista disse que não tinha intenção de partir para o ataque.
‘‘Temos é que mostrar nossas prerrogativas e jamais agredir, senão vamos passar a noite discutindo e não acho que é o que espera o telespectador’’, afirmou Farage, ontem à tarde. ‘‘Podemos discordar, mas sem ataques pessoais’’.
O candidato tucano, Luiz Carlos Hauly, que lidera as pesquisas de intenção de voto, disse à tarde que não esperava discussões e uma temperatura alta. ‘‘Só posso desejar que seja um debate de alto nível’’.
Hauly fez uma pausa para estudar após o almoço e afirmou que pretendia levar algum material. O candidato afirmou que, ao invés de debate, prefere o modelo de entrevistas específicas com cada um que está na disputa. ‘‘É uma maneira interessante porque dá para se aprofundar’’.
Nedson Micheletti (PT) afirmou que se sentia preparado porque, para elaborar o programa que está apresentando nesta campanha, participou de vários debates com a comunidade. ‘‘Vou mostrar o que penso e atacar somente com boas propostas, afinal sou da campanha do bem’’, afirmou, referindo-se ao slogan utilizado na sua propaganda política.
De acordo com o petista, a plataforma que está sendo mostrada desde o início do horário eleitoral no rádio e na TV foi feita com discussões públicas. Participaram destes debates militantes, candidatos a vereador e pessoas da comunidade. ‘‘Foi um grande ciclo de debates sobre nosso programa de governo’’, relatou.
O candidato do PDT à Prefeitura de Londrina, Barbosa Neto, passou a tarde em casa se preparando. Um pouco rouco por causa do ‘‘ritmo da campanha’’, ele disse que preferiu descansar. ‘‘Preciso estar mais inteiro à noite’’, justificou o pedetista.
Barbosa Neto fez mistério sobre a munição que guardou para o debate, mas deu mostras de que estava preparado. ‘‘Vou fazer como num jogo de futebol. Nos primeiros 15 minutos, vou tocar a bola de lado. Se sentir que haverá agressão, saberemos revidar’’, prometeu.(P.L.)

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