Debate em Maringá acaba em bate-boca
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sexta-feira, 15 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O primeiro debate dos candidatos a prefeito de Maringá, realizado anteontem pelo Conselho de Leigos da Arquidiocese local, esquentou no final, quando os concorrentes puderam fazer questionamentos entre si. Jairo Gianoto (PSDB) perguntou ao candidato do PMDB, Silvio Name, se ele era contra o monopólio do transporte coletivo pelo fato de deter o monopólio da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) na região. Name, mostrando nervosismo desde o início do debate, disse que a pergunta era de incompetente.
O prefeito alegou que junto com o governo do Estado, o município atraiu 23 empresas da Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA), mas que os empresários reclamam dos altos custos da Eadi de Maringá, administrada pela família de Name. O candidato lembrou que o Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem) foi a responsável pela ZPA.
Por sorteio, Name pode fazer pergunta a Gianoto. Ele perguntou como o prefeito, em quatro anos, saiu de uma situação financeira complicada para uma condição invejável ganhando R$ 10 mil ao mês. O questionamento incluiu ainda a situação financeira do ex-secretário de Fazenda do município, Luis Antonio Paulichi, que, segundo Name, recebendo R$ 4 mil ao mês comprou dois aviões e várias propriedades. Meu patrimônio sempre ganhei com a luta, os pés no chão e a enxada nas costas, respondeu o prefeito, irritado.
Gianoto perguntou como a família do candidato do PMDB chegou onde está hoje. Quando você chegou aqui minha família já tinha uma empresa de ônibus, lembrou o prefeito. Ele insinuou ainda que Name tem cartórios, que protestam pessoas em dificuldades econômicas.
A troca de acusações continuou por alguns minutos, levando o mediador a pedir um intervalo. Lamento que um debate cristão vá para esse lado, disse Gianoto. Os dois foram acalmados por assessores e chegaram a trocar um aperto de mão, a contragosto do prefeito.
Entre os demais candidatos os destaques ficaram para Ulisses Maia (PPS) e José Cláudio (PT), que demonstraram estar bem informados dos problemas da administração. Ainda participaram do debate Cida Borghetti Barros (PPB), Dr. Batista (PTB), João Cioffi (PAN) e Inês Leal Castro (PSTU). O único ausente foi Assendino Santana (PRP), que não justificou a falta.
Antes do último bloco, quando as perguntas foram feitas entre os participantes, o debate transcorreu em clima de tranquilidade.


