Debate ameno fecha campanha eleitoral
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sexta-feira, 01 de outubro de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Se as críticas à atual administração marcaram o debate de domingo passado com os prefeituráveis de Londrina, o de anteontem teve um tom bem mais ameno ou ''engessado'', nas palavras da maior parte dos candidatos. O encontro foi organizado e transmitido ao vivo pela TV Coroados, afiliada da Rede Globo em Londrina.
O programa foi divido em cinco blocos. Neles, os candidatos à chefia do Executivo londrinense fizeram perguntas entre si e expuseram os planos de governo, em três minutos cada um de considerações finais. O evento foi marcado pela apresentação de propostas entre os candidatos, com poucos ataques à administração do atual prefeito e candidato à reeleição, Nedson Micheleti (PT). Nedson havia sido o alvo preferido no domingo, principalmente nas abordagens de Luiz Carlos Hauly (PSDB), Alex Canziani (PTB) e Barbosa Neto (PDT). O ex-prefeito Antonio Belinati (PSL) não compareceu e justificou que correligionários pediram que ele não fosse ao debate. No horário do debate, o candidato realizava um comício na Zona Norte da cidade.
Algumas poucas referências aos ataques contra o petista tentaram ser levantadas por Hauly e por Barbosa. Em um desses momentos, o tucano criticou um suposto aumento da dívida ativa do município, na admininistração petista, e lembrou novamente que o prédio da Policlínica não foi construído, mas alugado. ''A dívida cresceu de R$ 165 milhões para mais de R$ 191 milhões em 2003'', afirmou. Diplomático, Nedson ressaltou pontos positivos do governo e destacou que Hauly, uma vez prefeito de Cambé, não completou o mandato para se tornar secretário de Fazenda do Estado na administração de 1987 a 1990. Ele havia assumido o Executivo cambeense em 83, quando o mandato de prefeito ainda era de seis, e não quatro anos.
Apesar de ausente, Belinati foi lembrado pelos concorrentes em diversas ocasiões. ''Nosso principal adversário não está aqui entre nós. No segundo turno, todo mundo tem que estar unido contra esse mal'', disse Nedson. Adepto do pacifismo, até Naudemar Nascimento (PV) registrou uma opinião contra o ex-prefeito. Questionado por Elza Correia (PMDB) sobre o que achava de uma universidade pública voltada aos acrentes promessa do ex-prefeito , Naudemar foi taxativo: ''Trata-se de uma proposta demagógica, feita para enganar a população como todas as outras''.
Barbosa Neto reforçou a tese levantada por ele no debate de domingo, segundo a qual ''o PT e Belinati são farinha do mesmo saco''. Anteontem, contudo, o pedetista frisou que o PSDB de Hauly não só o apoiou, como participou de sua administração. ''O que o senhor acha dessa forma oportunista de atacar os adversários?'', perguntou a Alex Canziani (PTB) a respeito do tucano. ''Belinati se elegeu pelo PDT. Quanto a nós, nos importa só olhar daqui para frente'', declarou o candidato do PSDB no direito de resposta obtido.
Nas ruas, os poucos cabos eleitorais que enfrentaram o frio e, mais tarde, a chuva, não deram trabalho à Polícia Militar (PM), que acompanhou a manifestação de longe. Além dos gritos de guerra em prol dos representados, muitos também aproveitaram a ocasião para criticar Belinati e Nedson este último, alvo de um grupo de moradores que se dizia do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte).


