DEBATE
SIM
Um dos principais motivos dessa mudança é a necessidade de se garantir a entrada e a permanência das crianças de seis anos dentro das escolas coisa que ocorre em cidades maiores, com mais estrutura, mas é mais difícil em municípios pequenos e com carência de espaço.
Vale lembrar que o ingresso aos seis anos não deve ser visto como alfabetização. Vai ser preciso elaborar uma proposta que estimule a criança a explorar e aprender de forma lúdica, criando um ambiente de alfabetização com ênfase em artes, música, livros, de modo a inserir a criança no mundo da cultura. Caso contrário, pode-se sufocar essas crianças.
Pesquisa revelou que o Brasil é o país que mais tem crianças de até seis anos com alto nível de estresse. É preciso ter um olhar sensível, respeitando essa faixa etária, sem querer pular etapas, e estimulando a criança de diferentes formas.
Cleide V. M. Batista, assistente de
educação infantil de Londrina
NÃO
Não posso dizer que seja contra, mas tenho várias ressalvas. Acho perigosa essa determinação do Conselho Estadual de Educação fixando o prazo para as escolas apresentarem o projeto até dezembro de 2007. Acho que as escolas ainda não estão preparadas.
Falta estrutura física e proposta pedagógica. As escolas em geral têm janelas altas, pouco acesso ao espaço externo, carteiras e pias altas, por exemplo. Os professores também precisam ser preparados.
Temo que haja um encurtamento da infância caso a criança seja escolarizada mais cedo. Ela precisa ter oportunidade para brincar, e no ensino fundamental o aluno tem que ficar na sala de aula. A inclusão dessas crianças, se ocorrer de forma precária, pode ser um fracasso, e gerar uma situação irreparável na vida desses meninos e meninas.
Gilmara L. Moreno, professora da UEL





