DEBATE
Até 2010 as escolas públicas de 2º grau terão que incluir espanhol na grade curricular. Você concorda com esta mudança?
SIM
Sou favorável à implantação do espanhol. Antes o aluno só tinha uma opção, que era o inglês. Então, caso ele não gostasse da língua, não havia outra opção. Também temos que levar em consideração o fato de estarmos cercados de países que falam espanhol. Acho até que o governo despertou muito tarde para isso.
A oferta do espanhol é um incentivo para que as pessoas queiram aprender a língua. Não concorre com as escolas particulares de espanhol porque a carga horária nas escolas públicas não será suficiente para o aluno manter uma conversação.
O aluno mais interessado vai buscar as escolas particulares. Não é porque o inglês faz parte da grade curricular no ensino público que as escolas particulares deixaram de existir.
Maria Helena Carvalho, professora de espanhol
NÃO
A rede pública não tem cumprido muito bem a função em relação ao ensino de língua estrangeira. Independente da língua, acredito que o mais importante é se eles vão conseguir fazer um bom trabalho.
O que acontece é que as pessoas que não têm condições de pagar curso particular saem prejudicadas. Na maior parte das vezes, a abordagem do ensino da língua estrangeira nas escolas públicas é voltada para o vestibular, baseada no ensino da gramática. Essa metodologia não promove a comunicação. O aluno passa sete anos estudando inglês e não consegue se comunicar. Então, o problema é melhorar a metodologia, que não é eficaz em termos práticos.
Entendo também que o espanhol não vai preparar tanto o aluno para o mercado de trabalho. É bem difícil encontrar empresas que pedem o espanhol no currículo, ao contrário do inglês.
Ely Torresin, diretor do Instituto Cultural Brasil
Participe aqui | www.bonde.com.br/opiniao





