O senador Alvaro Dias (PDT) vai pensar duas vezes, com certeza. A APP-Sindicato quer promover um debate entre os candidatos ao governo, sobre Educação. Roberto Requião (PMDB), Beto Richa (PSDB), Padre Roque Zimmermann (PT), Rubens Bueno (PPS), Severino Nunes Araújo (PSB), José Gladston Bispo (Prona) e Claudemir Figueiredo (PSTU) já confirmaram presença. Alvaro e os demais candidatos ainda não. O debate está marcado para 15 de agosto na Federação Espírita. Nesta segunda-feira, a direção da APP discute com as assessorias dos candidatos as regras da sabatina.
ARMADILHA - O receio de Alvaro é com a condução do debate e o tom das perguntas. Tem medo que os professores e os adversários enveredem para a desastrosa ação policial ocorrida durante o seu governo. No dia 30 de agosto de 1988, a Polícia Militar entrou em confronto com professores em frente ao Palácio Iguaçu, a sede do governo do Paraná. Policiais munidos de cavalos e cassetetes se enfrentaram com líderes da categoria.
MEMÓRIA - Nas campanhas de 1994, quando Alvaro concorreu ao governo, e na de 1998, quando disputou ao Senado, o caso foi ressuscitado e amplamente explorado sob o ponto de vista político.
PERDÃO - Na última campanha eleitoral, o senador não aguentou a pressão e fez um pedido formal de perdão aos professores do Paraná. Não tem certeza, entretanto, se o pedido foi aceito. A APP, com uma ideologia mais alinhada ao pensamento do PT, e por tabela ao do PMDB, pode apimentar ainda mais esta saia-justa.
REPETECO - Tem setores do PDT, o original, defendendo que Alvaro renove nesta eleição o pedido de desculpas.
NÃO ALMOÇOU - Alvaro Dias contestou através de sua assessoria nota do Informe dando conta que ele teria almoçado há cerca de duas semanas com o genro do governador Jaime Lerner (PFL), Claudio Hoffmann, da Fischer América Heads, para tratar da imagem de sua campanha. Alvaro diz que não dividiu a mesa com o publicitário. Entretanto, ninguém nega que tenha mantido contato com a Heads, aonde trabalha Hoffmann.
FRUSTRAÇÃO - O secretário de Segurança Pública, José Tavares, admitiu ontem uma certa frustração por não ter conseguido desativar o Presídio do Ahú, durante as duas gestões do governo Lerner. ''Fizemos a concorrência e no final não tivemos interessados. Com isso, o processo é anulado e começa tudo de novo'', comentou. Tavares atribuiu o fracasso do projeto ao preço alto demais estipulado pela comissão mista que iniciou todo o processo.
MUDANÇA DE PLANOS - O vereador Elias Vidal (PSC) caiu na real. Desistiu oficialmente de concorrer à Câmara Federal para buscar uma vaga na Assembléia Legislativa. A quantidade de votos que precisaria para se eleger deputado federal 160 mil pelos seus cálculos pesou na decisão.
PERGUNTINHA - Não era na interinidade de Emília Belinati (PFL) que os paranaenses perceberiam um jeito diferente de governar? Sem rancor, mas com o exercício do poder?
Leandro Donatti e sucursais
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