SIM
A distribuição de camisinha durante o Carnaval é importante para minimizar os impactos das relações sexuais desprotegidas neste período de festa. O aumento considerável dos índices de DST/HIV e hepatites depois do Carnaval torna-se realidade, visto que as vulnerabilidades pessoais e sociais extrapolam o uso racional do preservativo. A epidemia de HIV/Aids está longe de ser controlada. Chamar a atenção neste período não é garantia de diminuição dos índices. É preciso um trabalho efetivo e contínuo entre a população e seus pares, para mudanças de hábitos e comportamentos de vida sexual e reprodutiva, intensificando a consciência e a educação do uso de preservativos em todas as relações sexuais, não somente no Carnaval.
Paulo Wesley Faccio, assessor da Associação Interdisciplinar de Aids (Alia)

NÃO
A coisa é simples: cada um tem que arcar com suas responsabilidades. Está na hora de o Estado deixar de ser paternalista. Sabemos que o governo gasta um caminhão de dinheiro em propagandas educativas. Isto basta, já orientou. A coisa é de simples solução: o Estado não precisa chamar para si essa responsabilidade, ela pertence à família. Portanto, cada um tem de arcar com suas responsabilidades. Não é dando o peixe que vai ser resolvido o problema. É o momento de pôr as pessoas para pescar e o governo deixar de interferir diretamente na conduta delas. Deve, sim, cobrar postura e conduta e fazer com que isso seja cumprido. Senão estaremos criando uma sociedade com futuro incerto, onde o cidadão vai sempre esperar a ação do Estado, e não cumprirá seus deveres.
Paulo Albuquerque, funcionário público

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