Debandada não preocupa Silveira
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quarta-feira, 22 de janeiro de 1997
Mari Tortato Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaMenosprezoBorges da Silveira: Eles nunca seguiram uma ideologia partidáriaO ex-ministro da Saúde no governo José Sarney, Borges da Silveira, deve assumir a presidência regional do PPB nos próximos dias, se houver consenso para que se desenvolva um trabalho conjunto em que o partido e a bancada joguem juntos. O PPB do Paraná está sem presidente desde que o deputado federal Basílio Villani anunciou pela imprensa que está trocando o partido de Paulo Maluf pela bancada de apoio à reeleição de Fernando Henrique Cardoso, no PSDB.
Ontem, Borges da Silveira minimizou a saída anunciada de Basílio Villani e o iminente abandono do partido também pelos deputados Renato Johnsson e João Iesen, pelos mesmos motivos que Villani. Eles sempre foram governo, nunca seguiram uma ideologia partidária e estão vinculados a prefeitos de vários partidos, que representam junto ao governo federal, e não conseguiriam fazer isso na oposição, resume Borges da Silveira.
Para o ex-ministro, a saída de três deputados da bancada federal não chega a comprometer a sobrevivência do PPB no Paraná. Borges da Silveira detecta na debandada dos três deputados a possibilidade de eles mesmos mudarem para um partido que tem pouca representação federal no Estado (são apenas dois deputados contra até então sete do PPB).
Borges da Silveira também condena o balcão de negócios que impera em Brasília, em função do trabalho pela reeleição do presidente Fernando Henrique. Eu que vivi de perto esse clima como ministro, hoje acho que o Sarney foi uma freira quando negociou com o Congresso os cinco anos de mandato, compara.
Contra a reeleição, por defender que essa discussão precede uma necessária reforma partidária profunda, que inclua fidelidade partidária - para livrar o governo do balcão de negócios, por exemplo -, Borges da Silveira diz que se a tese vingar no Congresso, essa decisão será lastimável para a democracia, principalmente nos municípios pequenos. Os prefeitos da maioria deles serão nomeados por mais quatro anos porque serão candidatos únicos devido às dificuldades de concorrência.


