Curitiba - Após quinze dias em viagem oficial ao exterior, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) não conseguiu evitar indagações sobre a agenda na China, Oriente Médio e Itália. Durante lançamento do programa ''Patrulha do Campo'', realizado ontem em Curitiba, em que o governo do Paraná repassa a municípios do interior maquinário para a recuperação das estradas rurais, a imprensa pediu a Beto detalhes da missão internacional.
''Nós passamos por lugares onde outros governadores já haviam estado, ou estão agendados para visitar. Nós não íamos ficar atrás'', declarou Beto, citando Jacques Wagner (PT), da Bahia, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, por exemplo, como concorrentes na disputa por investimentos internacionais.
Informado de que na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deputados da oposição relacionaram sua viagem ao Oriente Médio com a realização do Grande Prêmio de Fórmula 1 em Abu Dhabi, Beto irritou-se. ''Foi uma ilação sem o menor cabimento. Eu cheguei em Dubai na segunda-feira, tenho até meu cartão de embarque para mostrar'', exaltou-se. Em sua defesa, Beto disse que só viajava em casos de ''extrema necessidade''.
Ele não falou diretamente da manobra da base aliada para evitar nova CPI dos Pedágios na AL. ''Eu quero despolitizar esse assunto, que já foi objeto de demagogia em governos anteriores'', contra-atacou. Disse que irá anunciar novas obras viárias, como a duplicação de todo o anel de integração. Também defendeu a mudança do Procuradoria Geral do Estado (PGE) para um prédio novo, cuja compra foi estimada em R$ 22 milhões. ''(A PGE) estava com uma situação muito precária de acomodação. O preço foi negociado por eles e está abaixo do valor de mercado'', comentou Beto.

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