O vereador Marcelo Belinati (PP), candidato a prefeito derrotado no segundo turno das eleições de Londrina, voltou na tarde de ontem à Câmara de Vereadores após 121 dias licenciado. O vereador fez um discurso agradecendo o apoio que recebeu na campanha e já emendou uma crítica à atual administração e à futura - do prefeito eleito Alexandre Kireeff (PSD) - em relação ao armamento da Guarda Municipal (GM), uma das bandeiras da sua campanha.
A última polêmica sobre o armamento da GM ocorreu na última terça-feira, quando o presidente da Associação dos Guardas Municipais de Londrina, Fernando Ferreira das Neves, e o secretário de Defesa Social, Major Raul Vidal, estiveram no plenário da Casa para falar da extinção do Grupo Tático de Apoio em Motos (Gtam).
O secretário defende que, sem armamento, os guardas não podem fazer operações em favelas ou prender traficantes, daí sua decisão em extinguir o grupo, que estaria extrapolando funções. ''Eu concordo com o secretário nessa questão. É complicado fazer abordagem sem o dispositivo necessário. Mas tem que armar a Guarda. Não dar simplesmente a arma, tem que ter um treinamento. Não faltam recursos, falta vontade política'', criticou o pepista, fazendo referência à diferença de posições entre ele e Kireeff durante a campanha eleitoral. O prefeito eleito é contra a ideia.
''Fica um apelo aí ao atual prefeito Gerson e ao prefeito eleito Kireeff para buscar os recursos do Pronasci e armar a Guarda Municipal. Se o problema é o curso, que se faça o curso e arme a Guarda'', defendeu.
Por fim, Marcelo fez um discurso parabenizando o candidato eleito e agradecendo ''o carinho e a atenção'' que recebeu de seus eleitores durante a campanha. ''Essa eleição me ensinou muito. Deixo aqui meu respeito em quem votou em mim e em quem votou em todos os outros candidatos.''

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