O professor Amauri Cardoso (PSDB) tomou posse como vereador no início da sessão desta terça-feira (14) da Câmara Municipal de Londrina. Ele substitui o também tucano Gerson Araújo, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter disputado as eleições de 2012 mesmo estando como prefeito de Londrina. Em entrevista ao Bonde logo após a solenidade de posse, Cardoso comparou o atual momento do Legislativo, de "mais transparência e calmaria", com o vivido por ele na última legislatura, período marcado por vereadores investigados por corrupção e a cassação do então prefeito Barbosa Neto (PDT). "Sempre esperei por esse ambiente, tranquilo e propício para a realização de um bom trabalho", destacou.

Essa é a terceira vez que Amauri Cardoso assume uma cadeira na Câmara de Londrina. Nas eleições de 2008, ele obteve 2.355 votos pelo PSDB e, na condição de suplente, assumiu duas vezes uma cadeira na Casa durante a última legislatura. No primeiro período, entre agosto de 2009 e março de 2010, o professor substituiu o tucano Roberto Kanashiro, à época em licença médica. Dois anos depois, em 1º de março de 2012, assumiu definitivamente uma vaga no Legislativo, também pelo PSDB, em razão da renúncia de Marcio Almeida.

A última passagem de Cardoso pela Câmara foi marcada pela denúncia feita por ele ao Ministério Público (MP) contra integrantes da administração do então prefeito Barbosa Neto. O então parlamentar denunciou, à época, que teriam oferecido propina para que ele votasse contra a abertura da chamada Comissão Processante (CP) da Centronic, a qual, posteriormente, ficou responsável por investigar o caso que ocasionou a cassação de Barbosa em julho de 2012.

Na avaliação do tucano, a denúncia ajudou Londrina a voltar "aos trilhos". "Se eu não tivesse feito o que eu fiz, a cidade poderia ter vivenciado uma eleição diferente, entre dois candidatos a prefeito populistas", afirmou.

Cardoso também comentou o fato de ele ter "apressado" a oficialização da cassação de Gerson Araújo no TSE. Questionado se a sua atitude ocasionou mal-estar nos bastidores do PSDB, o vereador preferiu evitar polêmicas: "Eu só fiz o que fiz para ajudar a legenda a manter os votos. Não fui o responsável por pedir a cassação do diploma do vereador Gerson, mas, como isso aconteceu, precisei me posicionar por ser parte interessada", justificou.

Vale lembrar que a cassação de Araújo é resultado de ações do Ministério Público (MP) e do PTC, partido que ficaria com a vaga deixada caso a Justiça Eleitoral também determinasse a anulação dos votos recebidos pelo tucano ao partido dele. O TSE, entretanto, cassou o mandato, mas manteve os votos para a legenda.

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