De três vereadores intimados, só um depõe
Além do julgamento do pedido de liberdade provisória do vereador Henrique Barros (PMDB), a expectativa ontem estava no depoimento de outros três vereadores - ainda não declarados pela promotoria como colaboradores ou investigados - da Câmara de Londrina no inquérito que apura crimes de corrupção e concussão. Deles, porém, apenas Renato Araújo (PP) compareceu para depor, com a presença de um advogado. Também convocados, Orlando Bonilha (PR) e Flávio Vedoato (PSC) não foram localizados pelo oficial de Justiça do Ministério Público (MP) para receberem a intimação.
Segundo o promotor Cláudio Esteves, uma assessora de Bonilha encaminhou um ofício pedindo que nova data fosse marcada, já que o vereador estaria viajando e de difícil comunicação. Vedoato teria recebido a intimação apenas via assessoria - em conversa com a FOLHA, por telefone, sábado passado, ele disse que não se furtaria a dar quaisquer esclarecimentos, mas frisou que só retorna à cidade depois do dia 20.
Seguindo a linha que vem sendo adotada desde o início do inquérito, que se balisa pelo sigilo das informações, Esteves não quis adiantar se as declarações de Araújo - decano da Câmara - auxiliam ou não as investigações.
Sobre as ausências, o promotor sinalizou: ''Certamente não é bom o fato de uma pessoa cuja inquirição nós entendemos ser pertinente não ser ouvida. Não podemos atribuir nesse momento como uma falta de vontade; esse é um juízo que se fará oportunamente'', resumiu.
A promotoria confirmou que mais pessoas devem ser ouvidas esta semana - entre as quais, conforme apurou a reportagem, o vereador Osvaldo Bergamin (PMDB), hoje de manhã.
Antes e após o depoimento, ontem, Araújo não quis falar com a imprensa nem permitiu que o advogado da Câmara, Paulo Anchieta, acompanhasse - a pedido da Comissão de ética da Casa - a reunião com os promotores. ''Ele veio unicamente para prestar esclarecimentos na condição de membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara; é testemunha, não suspeito'', declarou o advogado do vereador, Adolfo Góis. ''Por enquanto os ouvidos são declarantes; não há posição definida quanto a serem testemunhas ou não'', devolveu o promotor. (J.G.)





