DE OLHO NOS PREFEITOS - Prefeito promete pólo empresarial para Cornélio
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Janaina Garcia<Br>Reportagem Local 
A falta de maquinário em condições de uso para as estradas rurais e uma dívida empenhada de quase R$ 1 milhão até preocupam, mas não chegam exatamente a tirar o sono do novo prefeito de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), Amin José Hannouche (PDT). Otimista, esse ex-vereador (gestão 1997/2000) acredita fielmente que 2005 será um dos principais de seus quatro anos de administração, senão o mais importante. A aposta tem como principal pilar a política de geração de empregos, que ele promete não ser motivo de reclamação nesses 12 primeiros meses.
Eleito para gerenciar um orçamento anual de aproximadamente R$ 40 milhões, Hannouche diz que, para sair do papel, a idéia já tem pelo menos 18 empresários interessados, a maioria de São Paulo. Desse montante, quatro já têm até espaço definido para a instalação em Cornélio. ''Será em um terreno nosso de dois alqueires com quatro barracões, no Jardim Progresso. As demais empresas irão para o Parque Industrial que queremos erguer ainda este ano'', declara.
Empolgado com as negociações junto ao empresariado paulista, Hannouche elenca uma série de pontos que, na opinião dele, justificam a atenção que se deve voltar a Cornélio. Um deles é a presença, na cidade, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). ''Além do mais, temos ferrovia, rodovias, aeroporto e estamos bem localizados, próximos a São Paulo e Curitiba'', completou. Os ''atrativos'' já renderam frutos imediatos: ainda para este primeiro semestre, segundo o prefeito, o município recebe uma fábrica de triciclos agrícolas que, em um primeiro momento, deve gerar pelo menos 150 empregos diretos. É o começo de uma lacuna hoje estimada no déficit extra-oficial de 4 mil postos de trabalho. ''Em um dia e meio de expediente nesse ano, atendi quase 100 pessoas pedindo emprego'', ilustrou.
A geração de empregos deve ser a tônica, mas não a exclusividade para 2005. É a promessa que, conforme o prefeito, pode e deve ser feita ao final do primeiro ano de mandato. ''Será implantado ainda este semestre a educação em tempo integral; é hoje nossa prioridade. Por ora, será apenas um projeto piloto, pois não temos orçamento para isso'', sublinhou. Se não há a verba ideal para colocar tudo em prática, há o que ele chama de ''canais'' em Brasília e em Curitiba, via Congresso ou Asembléia. ''Além de amigos pessoais, temos nesses lugares pessoas como os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e meu colega de partido, Osmar Dias'', aposta.
O apoio de fora é bem-vindo; o interno, necessário. Eleito pela coligação formada por 10 partidos, Hannouche não deve encontrar reistência na Câmara de Vereadores. Dos atuais nove edis, sete foram eleitos pela chapa do prefeito. Recém empossado, o secretariado tem até março para apresentar um diagnóstico da cidade. Se o fizer bem feito, a vaga resiste até o último ano do mandato, garante. ''Quero enxugar despesas e aumentar nossa arrecadação do ICMS. Se tiver que enxugar também em secretarias, não vou pensar duas vezes'', advertiu, adiantando o que ele chama de ''reforma administrativa'' a ser implantada em breve. Nela, quatro das atuais 12 secretarias devem ser extintas ou anexadas a outras.
* Amanhã: Confira a situação em Maringá.


