Adelino Margonar: ''Vou administrar empresarialmente, como a mulher administra o lar''
Uma casa de quase 100 mil moradores, com um orçamento anual de aproximadamente R$ 72 milhões para ser administrado. É dessa forma que o novo prefeito de Cambé (13 km a oeste de Londrina) gosta de definir a função para a qual foi eleito pelos próximos quatro anos. ''Vou administrar empresarialmente, como a mulher administra o lar'', compara o peemedebista Adelino Margonar, 55 anos de idade, 29 vividos deles como industrial.
Se em Londrina um dos pilares explorados na reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT) foi o apoio pessoal e partidário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade vizinha Margonar apostou nessa lógica e se utilizou da influência do governador Roberto Requião, também do mesmo partido: ''Somos hoje o maior município do Estado administrado pelo PMDB', salienta. É com base nesse partidarismo e em valores a serem repassados pelo INSS que o novo prefeito elabora a lista de cobranças de que o cidadão poderá lançar mão ao final deste primeiro ano de mandato.
De acordo com ele, os cerca de R$ 4 milhões que estão para ser repassados pelo INSS não serão investidos necessariamente em novas obras. O montante, assegura, vai para a aquisição de ao menos parte dos 35 terrenos envolvidos em uma negociação mês passado com o Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos (IMP), para o qual o Executivo devia pouco mais de R$ 3 milhões. Entre os terrenos e prédios havia instalações de secretarias municipais e autarquias, boa parte deles agora alugados ao poder público.
De imediato, porém, o recém empossado garantiu que duas novas pré-escolas serão construídas na periferia da cidade, nos jardins Ana Rosa e Novo Bandeirantes. Ele não fala em montantes solicitados e liberados; apenas que os projetos de ambas já foram aprovados pelo Governo do Estado via Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu). Outra medida sem valores elencados, mas ''com certeza aprovada pelo governador'', continua, é o plano de sinalização em ruas e de iluminação em trechos da PR 445, entre os jardins Santo Amaro e Novo Bandeirante. ''Isso tudo pelo Fundo de Iluminação Pública da Copel. Queremos começar os trabalhos até março, no máximo'', calculou. As escolas são promessas já para o mês que vem.
Bandeira de campanha de boa parte dos candidatos a prefeito nas últimas eleições, o apelo para a construção de casas populares não foi esquecido pelo prefeito de Cambé. Números para elas ele até arrisca. ''Pelo menos de mil a 1,5 mil, pois nosso déficit hoje é de 9 mil casas'', diz. Alguns até mais exatos. ''Serão construções de 55 m2 em áreas de 275 m2'', completa. Outros valores, como, por exemplo, os que definiriam a compra de uma área de 20 hectares para se começarem os tais canteiros de obras, se de fato existem, são mantidos no mais absoluto sigilo. ''Como compraremos esse terreno? Segredo de governo. Mas as casas começam a ser feitas em três meses'', declarou, taxativo.
Amanhã: veja como está a situação em Ibiporã.

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