DE OLHO NOS PREFEITOS - Em dia, Rolândia espera por mais investimentos
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Em vez de amargar dívidas, o prefeito reeleito em Rolândia, Eurides Moura (PMDB), 72 anos, diz colher os frutos plantados na última gestão. Enquanto a maioria dos prefeitos sofre com dívidas herdadas, folhas de pagamento em atraso e sucateamento de equipamentos e frota municipal, Moura afirma que Rolândia fechou 2004 com total equilíbrio financeiro. Com a casa em ordem, ele promete gerar empregos trazendo novas empresas e indústrias para o município. A meta é criar 5 mil novos postos de trabalho até 2008.
''Vamos construir dois parques industriais. Um para pequenas indústrias e outro para médias e grandes'', promete Moura. Ele acrescenta que quatro novas empresas virão para a cidade. Uma delas, a Vamol, de Arapongas, já tem terreno comprado pela prefeitura. Falta encontrar espaço para uma indústria de rações e para dois projetos da Corol: carne e moinho de trigo.
Pouca coisa mudou na administração. Das 14 secretarias, apenas duas tiveram troca de cadeiras. ''Time que joga bem não se muda'', brinca Moura. A secretária de Meio Ambiente e Turismo, Vera Crispin, deixou o cargo por opção própria e Maria José Salmazio Volso assumiu o posto. Na Secretaria de Planejamento, Narciso Fernandes Bouças Júnior ocupa o cargo em fevereiro no lugar de Ana Regina Zubiolo, que comandará a Comissão de Controle Interno, responsável por uma constante auditoria na prefeitura.
Eurídes Moura tem outro fator favorável. Oito dos 10 vereadores eleitos são de sua coligação (PMDB, PSDB e PSB). O presidente da Casa é José Danilson (PMDB), ex-líder de Moura na Câmara e vereador mais votado em 2004. O prefeito conta que está em uma nova fase de administração. As primeiras medidas tomadas foram a abertura da Prefeitura em dois períodos, o que antes era feito só pela manhã, e a nomeação de um chefe de gabinete, cargo inexistente até 2004. Sérgio Domingues irá auxiliar o prefeito no atendimento ao público.
Após passar três anos promovendo cortes, Moura recorda que em 2004 criou novas despesa para o município. ''Criamos o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que aumentou em R$ 100 mil a folha de pagamento por mês e admitimos 100 novas professoras'', contabiliza. Quatro novas creches também foram construídas, gerando novos gastos. Aliás, Moura comenta que a única conta não paga em 2004 foi justamente a construção de um Centro de Educação Infantil porque a empresa responsável não concluiu obra. Entretanto, Moura afirma ter feito um depósito em uma conta bancária especial com o valor referente à construção. Assim que a empresa terminar o serviço, o dinheiro será repassado.
Com tantas perspectivas positivas, resta à população esperar pela promessa de empregos e industrialização, prioridades de Moura em seu terceiro mandato com o prefeito de Rolândia.
* Amanhã: confira a situação em Cornélio Procópio


