DE OLHO NOS PREFEITOS - Desemprego é desafio em Bela Vista
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Andar pelas ruas de Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina) e questionar do cidadão a principal necessidade do município é como pedir resposta a um coro. A reclamação do desemprego no município de quase 15 mil habitantes está na ponta da língua de pessoas de qualquer idade ou classe social.
Reeleito em outubro passado, o prefeito Antonio Roberto Pereira Pimenta (PSDB) garante que a cobrança poderá ser feita ''sem ressalvas'' ao final desse primeiro ano de seu segundo mandato. Nos planos listados para 2005, ele promete enfatizar a criação de novos postos no mercado com a instalação de duas indústrias de confecções e móveis. Juntas, afirma, elas devem criar 200 vagas.
''Acabamos de acertar com uma fábrica de roupas de Londrina e, até junho, fechamos com uma de móveis aqui do Norte do Estado'', comentou. Sobre a reclamação ouvida pela reportagem, Pimenta fez questão de frisar que, nos quatro anos anteriores, a industrialização não teria sido deixada de lado. ''Trouxemos uma lavanderia industrial que hoje emprega 20 pessoas'', citou. Também para os próximos meses, o prefeito elenca a reforma no Frigorífico Municipal, que empregaria mais gente durante as obras e depois delas. Por enquanto, porém, tudo não passa de projeto que precisa ser aprovado pelo Governo do Estado pela liberação de R$ 300 mil.
No rol de cobranças a serem feitas pelo cidadão, em dezembro, o chefe do Executivo belavistense destaca a construção de 67 casas populares cujo início está previsto para, no máximo, abril na iniciativa parceira com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). ''Já doamos o terreno'', complementou.
Entretanto, na opinião do prefeito, o que deve ser o centro da atenção do Executivo este ano é o setor de saúde formalizado na construção de um novo prédio para o Hospital São Jorge, o único da cidade. Segundo Pimenta, a parceria feita em 2004 entre a Prefeitura e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bela Vista para a administração da entidade (antes da iniciativa privada) não basta: o município quer ter a posse da nova sede. E reformar a antiga, não bastaria? ''Não, seria inviável porque custaria uns R$ 600 mil. E só a compra do prédio velho nos custaria outros R$ 400 mil'', argumentou.
Questionado se o risco de cassação deste segundo mandato (leia matéria nesta página) não compromete os planos expostos na entrevista, Pimenta é taxativo: ''Isso é coisa de gente que perdeu a eleição e não se conforma'', alfineta.
* Amanhã, veja como está a situação em Porecatu.


