Curitiba - Depois de receber a quarta maior votação nas eleições para prefeito em todo o Estado, a ordem no PPS é preparar o terreno para 2006, quando será realizada a eleição para governador, senador e deputados estaduais e federais. Devido a esse quadro, a possibilidade do partido não se aliar nas principais disputas de segundo turno no Paraná aumentam bastante.
Na quinta-feira, o partido já havia anunciado que não iria apoiar nem Pedro Wosgrau (PT) nem Péricles de Mello (PT), que disputam o segundo turno em Ponta Grossa. Em Londrina, o partido também deve seguir sozinho, embora o anúncio oficial só ocorra na quarta-feira. ''Cada diretório municipal irá decidir sozinho. Mas a aliança só irá ocorrer se não vier a macular o partido. Realizamos uma campanha limpa e sem conchavos no primeiro turno e não podemos alterar isso agora'', afirmou Rubens Bueno, presidente do PPS estadual. ''Em Londrina o PPS local realmente não tem afinidade com o PT, e a tendência é que adotemos uma postura independente'', disse Bueno.
O partido também anuncia qual seu posicionamento para o segundo turno de Maringá na quarta-feira, mas é forte a tendência de que o PPS não apoie nem João Ivo Caleffi (PT) nem Sílvio Barros (PP). O dilema da sigla, porém, reside em Curitiba, onde Bueno obteve 20% dos votos na disputa pela prefeitura no 1º turno. Tanto Beto Richa (PSDB) como Angelo Vanhoni (PT) cobiçam o apoio do candidato.
O dilema de Bueno se deve ao fato de que o presidente estadual do PPS não esconde o desejo de disputar novamente o governo do Estado em 2006. Porém, tanto o PSDB como PT já têm seus apoios encaminhados para 2006: os tucanos tendem a retribuir o apoio de Osmar Dias (PDT) nessas eleições, enquanto o PT deve novamente apoiar Roberto Requião (PMDB) em sua disputa pela reeleição. Porém, o percentual significativo de votos de Bueno dificulta a permanência do candidato em cima do muro. ''Existe essa pressão por um posicionamente, mas vamos decidir isso apenas na quarta-feira com o partido'', desconversa Bueno.
Na quarta-feira, Mauro Moraes (PL) também irá anunciar seu apoio. O candidato teve pouco mais de 40 mil votos no primeiro turno, a maioria concentrados na região Sul da cidade. Embora garanta que já escolheu seu candidato, Moraes prefere manter o suspense até a quarta-feira, alegando que precisa descansar da campanha. ''Isso porque meu apoio não vai ser apenas da boca pra fora. Vou entrar de cabeça, indo pra rua, e até com mais tempo do que no primeiro turno. No primeiro turno eu tinha que ficar me preocupando com a parte financeira, gravar programas de TV, etc. Agora é só a parte que eu mais gosto, que é o contato com a população'', destaca Moraes.

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