TJ condena ex-prefeito de Arapongas
O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná confirmou a condenação do ex-prefeito de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), Beto Pugliesi (MDB), por crime de responsabilidade. Pugliese foi eleito em 2009 e, após conseguir a reeleição, em 2012, descumpriu decisão judicial que determinava a suspensão de contratações pelo município por meio de convênio com entidade privada. As contratações haviam sido consideradas irregulares pelo Ministério Público em 2010, já que não foram feitas por meio de concurso público. Segundo o MP, somente em 2012 novos convênios com a entidade resultaram em repasse de R$ 1,3 milhão e, mesmo ciente da notificação que proibia a celebração de novos convênios com a entidade, Pugliese firmou novos contratos, o que deve deixá-lo inabilitado por cinco anos de ocupar cargos públicos. A condenação ocorre no âmbito da ação penal proposta pelo MPPR, já a ação civil pública referente ao caso ainda tramita na Justiça.

De olha nas contas do Provopar

A Comissão Especial criada na Câmara Municipal de Londrina para investigar o mau uso de recursos públicos por administrações anteriores do Provopar ouviu na manhã desta terça-feira (4) o servidor da secretaria municipal de Assistência Social Aurélio Caetano da Silva, o atual presidente da instituição, Fernando Ortiz, a gerente de convênios, Michelly Landgraf, e a funcionária Érica Chagas. Segundo o presidente da Comissão, vereador Vilson Bittencourt (PSB), além de esclarecer os problemas de gestão que ajudaram a formar uma dívida que já gira em torno de R$ 900 mil referente aos últimos dez anos, foram elencados problemas de cunho político que teriam, também, colaborado para o encerramento das atividades. "A equipe alega que antigamente fazia-se um parcelamento muito mais fácil das coisas e hoje isso não acontece", comenta o vereador. Bittencourt lembra que membros das administrações anteriores também devem ser ouvidos.

E nas dívidas de IPTU "perdoadas"
Já a Comissão Especial de Inquérito que investiga os fatos criminosos revelados na Operação Password, do Ministério Público, deve realizar mais uma oitiva com testemunhas na tarde desta quarta-feira (5). Depois de ouvir um empresário que foi supostamente beneficiado com o esquema de cancelamentos ilegais da cobrança de tributos municipais, agora a Comissão espera ouvir um corretor de imóveis responsável pela venda de oito terrenos a este empresário, sendo que, destes, três tiveram a dívida de IPTU apagada do sistema da Secretaria de Fazenda.

Testemunha-chave

Segundo o vereador Filipe Barros (PSL), presidente da CEI, foi possível apurar que um destes terrenos foi passado para o nome do pai da ex-estagiária da Secretaria de Fazenda, que foi apontada pelo Ministério Público como uma das responsáveis pelos cancelamentos ilegais. Carlos Azarias, pai de Camila Azarias, também foi notificado pela Câmara para comparecer à reunião desta quarta. Segundo o Ministério Público, três servidores e a ex-estagiária teriam agido em conluio e por conta disso a prefeitura deixou de arrecadar cerca de R$ 700 mil em tributos municipais. Servidores da prefeitura descobriram a fraude e acionaram o MP.

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