Uma conversa entre o presidente do PDT, Leonel Brizola, e o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deixou o partido aparentemente mais próximo de levantar as restrições que fazia à pré-candidatura do sindicalista a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes. A conversa teve como um dos pontos de pauta o principal motivo da má-vontade inicial do comando pedetista em relação a Paulinho - a proposta de reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), defendida pela Central e combatida por Brizola - e que deverá acabar em segundo plano.
No encontro de cerca de duas horas na residência de Brizola, em Copacabana, na zona sul do Rio, no início da semana, Paulinho lembrou ao pedetista que a reforma da CLT saiu da pauta do Congresso de 2002. ‘‘Ficou para o próximo ano, não tem mais porque ficar sofrendo’’, disse ele. ‘‘Ele (Brizola) concorda que é preciso fazer mudanças, mas que não é momento de discuti-las’’.
Paulinho, que é vice-presidente do PTB, também disse que a ênfase na reforma teve o objetivo de marcar diferenças em relação à CUT. O sindicalista, que pedira o encontro, afirmou que se colocou à disposição para ser candidato a vice-presidente, mas vai apoiar Ciro mesmo que não seja o escolhido para a vaga. ‘‘A questão está na mão do partido.’’(W.T.)

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