Concluído o rescaldo das eleições municipais, os partidos políticos já estão se movimentando para traçar as estratégias para o ano que vem, quando o Brasil terá eleições gerais, com a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Conforme o deputado estadual e presidente do PPS em Londrina, Tercílio Turini, ''2013 é o ano ideal para se organizar com tranquilidade, pois é ano sem eleição''. Com esta perspectiva muitas siglas já estão em busca de novas filiações e até definindo pré-candidaturas para as disputas proporcionais.
Um exemplo é o PP, que quer aproveitar o desempenho das últimas eleições para conquistar uma vaga em Brasília com Marcelo Belinati, candidato a prefeito de Londrina derrotado no segundo turno por Alexandre Kireeff (PSD). Segundo o presidente Fernando Nicolau, ''a meta é fazer um deputado estadual e um federal, no caso, com o Marcelo, que vai ser lançado pelo partido''.
Por outro lado, no PT a ideia é encontrar um novo nome bom de votos, pois Márcia Lopes, ex-candidata à Prefeitura de Londrina, não está empolgada com uma nova disputa. Ela disse que a candidatura não está no seu planejamento. ''Estou num momento de reorganização da minha atuação profissional.'' Ela ficará fora do país por três meses para estudos. O presidente do PT, Chico Moreno, revelou que o nome da vereadora Lenir de Assis aparece bem entre os filiados. ''Esse período é importante para fortalecer o partido no interior para termos novas lideranças.''
No PTB, a presidente Nádia Moura disse que o foco é encorpar com novas filiações que fortaleçam a imagem do partido perante o setor da educação. ''Estamos com campanha de filiação lançada na semana passada e já filiamos 38 pessoas, muitos professores e diretores de escolas.'' Ela também confirmou que uma das metas é reeleger o deputado federal Alex Canziani, presidente estadual do PTB. O vereador Rony Alves é um dos possíveis nomes para deputado estadual.
Turini, que deve disputar a reeleição na Assembleia Legislativa, revelou que o PPS quer repetir a chapa pura de 2010 e disputar para deputado estadual sem alianças. ''Em abril pode haver a discussão da reforma política e um dos itens é o fim das coligações nas proporcionais. Se passar, nós já estaremos preparados.'' Correndo pelos municípios menores para montar Comissões Provisórias, Turini afirmou que o partido está atualmente na base de Beto Richa, ''mas, para o ano que vem, para governador e presidente está tudo em aberto''.
Entre os pedetistas de Londrina, ''é certo que já existe um movimento interno, uma campanha interna de quem quer firmar o nome para uma possível candidatura no ano que vem'', disse a vice-presidente do PDT, Dayane Medeiros, sem antecipar nomes. No ano passado, uma das principais lideranças do PDT de Londrina, o ex-prefeito Barbosa Neto acabou com os direitos políticos suspensos por oito anos após ser cassado pela Câmara de Vereadores.
O PMDB, do secretário de Estado de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, segue com a dúvida sobre ter uma candidatura própria ao governo do Estado, como deseja um dos seus caciques, o senador Roberto Requião. Recentemente, em protesto contra a possível união com o PSDB de Beto Richa, o próprio senador se lançou como candidato ao Executivo em 2014. ''Pelo que percebo em Londrina, boa parte dos filiados está propensa a apoiar uma eventual candidatura dele'', revelou Cheida.

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