Curitiba - Já pensando nas eleições de 2012, a bancada de deputados estaduais do PMDB aprovou ontem uma resolução na qual cobra fidelidade partidária. O presidente do PMDB no Paraná, Waldyr Pugliesi, disse que os peemedebistas com mandatos que trocarem de partido podem perder seus cargos. ''É bom lembrar que o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal, repetidas vezes, têm se manifestado no sentido de que o mandato é do partido e não de quem está exercendo o mandato. Se amanhã alguém sair, nós imediatamente iremos à Justiça Eleitoral'', ameaçou Pugliesi. A resolução também permite a dissolução de diretórios municipais que estejam sendo comandados por ''infiéis''.
Na prática, a medida tem relação direta com as eleições de 2012. A direção do partido reconhece que há assédio de outras legendas e teme perder lideranças há quase um ano da realização do pleito. Mas, questionado como o PMDB pode cobrar fidelidade diante de uma indefinição no seu relacionamento com o PSDB de Beto Richa, por exemplo, Pugliesi desconversa: ''O partido não pode ser vítima de oportunismo''.
Pela resolução do PMDB, o partido também deve brigar pelos mandatos daqueles que migrarem para o PSD, legenda do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Na bancada de deputados estaduais do PMDB, pelo menos três nomes cogitam a mudança para o PSD: Stephanes Júnior, Cleiton Kielse e Jonas Guimarães.
Questionado sobre o assunto, Stephanes Júnior disse que ainda não decidiu sobre a troca de partido, mas enfatizou que é permitida a mudança para uma legenda que acaba de ser criada, caso do PSD. ''É uma das exceções. Não se pode cobrar filidade partidária, perda de mandato. A resolução do PMDB não vai valer para quem se mudar para o PSD'', defendeu o peemedebista.

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