De olho em 2002, Tasso elogia ACM
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segunda-feira, 12 de março de 2001
Kamila Fernandes Agência Folha De Fortaleza 
O presidenciável Tasso Jereissati (PSDB), governador do Ceará, defendeu ontem à tarde um diálogo entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) para superar a crise entre os dois. Eles são homens muito importantes para o país e isso é uma responsabilidade muito grande, disse o governador. Eu sugeriria a eles prudência e que iniciem logo um diálogo.
A declaração de Tasso aconteceu um dia depois de ACM afirmar, em entrevista ao jornalista Boris Casoy, da TV Record, que o governador cearense é seu candidato favorito à sucessão de FHC na Presidência da República. Foi uma atitude de muita generosidade por parte do senador Antonio Carlos falar isso, mas não sou candidato. Minha única preocupação é com o governo do Ceará.
Ele negou divergências com integrantes do PSDB, entre eles o ministro da Saúde, José Serra, outro nome do partido na disputa pela vaga de candidato a presidente. Não tenho concorrentes dentro do PSDB, mas companheiros de partido, afirmou Tasso. Serra está fazendo um excelente trabalho no Ministério da Saúde e eu só tenho motivos para elogiá-lo.
O governador falou aos jornalistas quando saía de uma entrevista concedida à TV Verdes Mares, retransmissora da TV Globo no Ceará. Na entrevista dada à emissora de TV, Tasso afirmou que se sente órfão com a morte, na semana passada, do governador paulista Mário Covas. Foi uma perda muito grande para mim, pessoalmente, porque sempre pautei minha vida política pelo exemplo de Covas, disse o governador. Para o partido também fica um vazio muito grande.
Covas era o principal nome do PSDB a defender Tasso como candidato à Presidência. Fiquei muito honrado quando Covas me lançou como candidato porque ele se lembrou do meu nome numa circunstância muito difícil, em que ele estava muito abalado, afirmou Tasso. Claro que, a partir daí, comecei a conversar sobre o assunto, mas, repito, não sou nem candidato a candidato.
Para Tasso, especulações geralmente dão errado. Para a eleição de 1994, o Fernando Henrique não era cogitado nem para concorrer ao governo de São Paulo, lembrou. Na política é assim, não dá para acreditar em previsões.


