De Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de março de 2001
Lino Ramos De Londrina 
Os promotores Bruno Galatti, Solange Vicentin e Cláudio Esteves, de Londrina, enviaram ontem à Polícia Federal (PF) um ofício justificando que não poderão ser ouvidos nos inquéritos sobre crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária, envolvendo o empresário-doleiro Alberto Youssef. Ele é acusado de ser o responsável pela movimentação de 37 contas fantasmas no Banestado e por onde teriam circulado R$ 150 milhões.
O pedido para que eles prestassem depoimento foi do procurador regional da República, Mário Ferreira Leite, que também determinou a abertura de dois inquéritos e o indiciamento de Youssef, com base em ação da 4ª Vara Criminal. Youssef foi denunciado pelo MP por ter sido beneficiado com um cheque de R$ 120 mil, desviados da prefeitura.
Galatti disse que o ofício esclarece os motivos pelos quais os promotores estão impedidos de se manifestar, pois são autores da denúncia (contra Youssef) e estão acompanhando as investigações. A Folha apurou que no ofício, eles citam uma jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que diz que o promotor público que, no exercício do cargo, colheu provas anexadas depois no inquérito policial ou no processo não pode ser agente de prova em juízo, relativamente aos fatos por ele investigado.
Ontem, o juiz convocado para a 2ªCâmara Criminal do Tribunal de Justiça, Jonny Marques, adiou o julgamento do mérito do habeas-corpus impetrado pela defesa de Youssef.


