De carona no pedágio
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018
De carona no pedágio
A segunda etapa da Operação Integração, que trouxe novas revelações e apurações sobre suposto esquema de corrupção envolvendo as seis concessionárias de pedágio do Anel de Integração no Paraná, mobilizou dois dos principais candidatos ao governo. A governadora Cida Borghetti (PP), que busca a reeleição, anunciou no final da tarde desta quarta-feira (26) que pediu à Justiça a suspensão da cobrança das tarifas em todas as praças do Estado. Logo em seguida, a assessoria do candidato Ratinho Jr. (PSD) enviou nota à imprensa para informar que o ex-deputado e ex-secretário de Beto Richa já havia pedido ao governo, em fevereiro, logo após a deflagração da Operação Integração 1, a extinção do contrato com a Econorte e "a nulidade dos aumentos sucessivos na tarifa", além de ter encaminhado questionamentos ao Tribunal de Contas (TCE-PR) e à Agepar (Agência Reguladora do Paraná).
Contas aprovadas, com ressalvas
Em meio ao "inferno astral" em que se vê envolvido desde que foi preso temporariamente pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por conta da Operação Radiopatrulha, o ex-governador Beto Richa (PSDB), que nesta quarta (26) teve o irmão e ex-secretário de governo, Pepe, preso novamente, dessa vez pela Operação Integração 2, recebeu enfim uma "boa" notícia. O pleno do Tribunal de Contas recomendou a emissão de Parecer Prévio pela regularidade das contas de 2107, com 24 ressalvas. O relator do processo, conselheiro Fernando Guimarães, apontou desequilíbrio na execução orçamentária e preocupação com a solvência do Estado do Paraná no médio e longo prazos. O parecer será enviado à Assembleia Legislativa, a quem cabe julgar as contas do chefe do Poder Executivo.
Audiência pública em Tamarana
A secretaria municipal de Fazenda de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina) irá coordenar audiência pública nesta quinta-feira (27) para apresentar como foram cumpridas as metas fiscais do Executivo local relativas ao segundo quadrimestre de 2018 - de maio a agosto último. Será às 9h30, na Câmara de Vereadores do município. "Vamos fazer comparativos entre os números do primeiro e do segundo quadrimestre", explicou a titular da pasta de Fazenda, Bruna Silva Miranda. Logo após a Fazenda apresentar os números do quadrimestre passado, será a vez de a Secretaria municipal de Saúde detalhar em quais ações os recursos do órgão foram aplicados ao longo do mesmo período.
28% dos eleitores mudariam voto
Cerca de três em cada dez eleitores mudariam de voto para evitar que um candidato ganhe as eleições presidenciais de 2018. Segundo a pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quarta-feira (26), 28% dos brasileiros avaliam como alta ou muito alta a probabilidade de mudar de voto até 7 de outubro para que um candidato de quem não gostem vença a corrida pelo Palácio do Planalto. Por outro lado, para 48% dos entrevistados, as chances de mudança de voto pelo mesmo motivo são baixas ou muito baixas.
Voto útil em desuso
Quando perguntados se mudariam a escolha para votar no candidato com maior chance de ganhar, apenas 16% se disseram dispostas a trocar o voto. Os que afirmam, por sua vez, que a probabilidade de trocar o candidato de preferência pela mesma razão é baixa ou muito baixa chegam a seis de cada dez eleitores (60%). "Nota-se que são poucos os eleitores que praticariam voto útil, o que pode ser explicado pelo fato de a maioria dos eleitores de Bolsonaro e Haddad estarem bastante convictos com suas opções", afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Os eleitores "infiéis"
Os eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Ciro Gomes (PDT) são os mais propensos a mudar de voto para evitar que um candidato que não gostam vença a eleição. Segundo a pesquisa, 36% dos eleitores do candidato tucano consideram alta ou muito alta a probabilidade de mudança por esse motivo, enquanto o percentual é de 35% para o pedetista. Em relação aos eleitores de Fernando Haddad (PT), 31% declaram ser alta ou muito alta a chance de troca, parcela que cai para 28% entre os eleitores de Marina Silva (Rede) e para 22% entre os de Jair Bolsonaro (PSL).
Cartel no Rodoanel paulista
A Justiça Federal tornou réus 33 envolvidos em supostas fraudes e prejuízos milionários durante a execução de obras do Rodoanel Sul e no sistema viário de São Paulo. Todos foram alvo de uma denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo por formação de cartel, ajuizada em agosto. Entre os acusados, estão o ex-secretário de Transportes e atual secretário da Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Dario Rais Lopes, e o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza.



