De bom humor, Lehmann nega irregularidade
Ausente da sessão extraordinária em que quase teve seu mandato cassado, na tarde de ontem, o prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann (PTB), acompanhou os trabalhos do Legislativo da sede do Executivo e disse que o resultado já era esperado. "Não fizemos nada de errado. Passamos os cinco últimos anos fazendo o que tínhamos que fazer pela saúde da nossa população, de boa vontade e dentro das possibilidades que tínhamos."
De bom humor, recebeu a imprensa em seu gabinete para entrevista coletiva, logo após agradecer aos vereadores da base de apoio pelo resultado. Ele afirmou que não foi à Câmara para deixar "as pessoas à vontade para falar o que queriam".
O convênio entre prefeitura e Hospital São Rafael garante a contratação de mão de obra para o serviço municipal de saúde sem a realização de concursos e para operacionalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o presidente da Comissão Processante (CP), José de Paula Martins (PSD), o convênio garante 228 servidores terceirizados para a saúde municipal.
Lehmann disse que não fez concurso porque havia outro vigente, mas a lista de aprovados se esgotou sem completar os cargos. "Vamos fazer um concurso agora, em março. Depois, ainda tem o problema da Lei de Responsabilidade Fiscal. Se contratarmos os 140 profissionais para os cargos, vamos extrapolar os gastos com funcionalismo público. Não vamos poder contratar todos. Como fica a saúde?", questionou.
O prefeito também disse não temer dificuldades para aprovar projetos na Câmara, mesmo com cinco parlamentares favoráveis por sua cassação. "Vou conversar com os vereadores e fazer uma junção de novo", afirmou. (L.F.W.)





