Genebra - O Fórum Econômico Mundial quer que a presidente-eleita Dilma Rousseff vá até a estação de esqui de Davos na Suíça em janeiro para explicar aos maiores empresários do mundo sua política econômica e seu plano de governo para os próximos quatro anos. Considerados por muitos empresários estrangeiros ainda como uma ''incógnita'', Dilma já foi contatada pelos organizadores do evento para que garanta sua primeira apresentação ao setor privado internacional. Caso Dilma faça de fato o percurso até a Suíça, essa seria uma das primeiras viagens internacionais como presidente.
Nos últimos anos, o Fórum de Davos usou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para lustrar seu próprio brasão. Lula, em 2003, aceitou ir tanto a Davos como ao Fórum de Porto Alegre, marcado por seu discurso antiglobalização. Desde então, os organizadores de Davos passaram a tratar o líder brasileiro como o ''queridinho'' do encontro internacional.
No início do ano, Lula receberia o prêmio de estadista do ano de Davos. Mas acabou cancelando sua viagem por uma indisposição. Agora, Davos espera que Dilma use a plataforma do encontro com uma parte significativa do PIB mundial para dar sinais do que vai mudar em sua política, em comparação à de Lula.
Para Davos, Lula se ''apresentou'' aos líderes empresariais na estação de esqui, quando ainda era considerado com certo receio por alguns. Agora, seria a vez de Dilma.

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