Jaime Lerner (PFL) está 18 pontos na frente do candidato das oposições, senador Roberto Requião (PMDB), na pesquisa Datafolha divulgada ontem pelo jornal ‘‘Folha de S. Paulo’’. O governador está com 55% das intenções de voto, o que lhe garantiria vitória no primeiro turno. Requião detém 37% dos votos. O candidato do PSTU, Júlio de Jesus, aparece com 1% e Jamil Nakad, do Prona, não marcou pontuação. Os indecisos somam 5% do total de entrevistados e os brancos e nulos 3%.
Esse foi o melhor resultado conquistado por Lerner até o momento. Na primeira pesquisa Datafolha, feita entre 12 e 14 de agosto, o governador computou 49%, contra 38% de Requião. Na sondagem dos dias 1º e 2 de setembro, o índice subiu para 50% contra 40%. Se comparada com a última pesquisa, Lerner subiu 5% e Requião caiu 3%. Os indecisos estão caindo: em agosto eram 7% e no início de setembro, 6%. Brancos e nulos se mantêm.
O Datafolha dá conta ainda que a maioria dos eleitores de FHC no Paraná faz parte da mesma faixa de eleitores de Lerner. Dos que apóiam a reeleição do presidente no Estado, 68% votam a favor da reeleição de Lerner. Requião detém 28% dos votos dos eleitores do presidente. É que o senador já declarou sua vinculação eleitoral à campanha de Lula (PT).
Lerner disse ontem pela manhã que o Datafolha ‘‘consolida uma tendência apontada por outros institutos’’. ‘‘Cada resultado positivo me faz dormir uma hora mais tarde e acordar outra mais cedo’’, declarou. Lerner disse que o momento é de ‘‘respeitar o adversário’’. A vantagem apontada pela pesquisa tende a confirmar a recusa de Lerner em participar de debates. ‘‘O nível do nosso adversário não recomenda, mas deixo essa decisão para o meu comando de campanha’’, voltou a afirmar.
Roberto Requião disse que os números do Datafolha estão corretos, porém foram preparados. Segundo ele, as entrevistas feitas pelo instituto, no último dia 17, concentraram-se apenas nos municípios onde o governador está na frente. ‘‘Mudando as cidades, eu ganho a eleição’’, assinalou. Requião disse que não pretende mudar sua estratégia de campanha. Ele lembrou que na eleição de 90 as pesquisas também indicavam vitória ao seu adversário, José Carlos Martinez, que foi derrotado. (L.D.)

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