Brasília O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), está incumbido de negociar com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) seu apoio à aprovação de emenda constitucional que permitirá a mudança da data da posse do próximo presidente da República, do dia 1º para o dia 6 de janeiro.
Segundo informou, ontem, o líder do PT no Senado e interlocutor do governo eleito na comissão de transição, Tião Viana (AC), há uma ampla aceitação de deputados e senadores de diferentes partidos para fazer a mudança, embora envolva uma alteração da Constituição. ''Os parlamentares querem conciliar a posse dos governadores, marcada para o dia 1º, com a posse do presidente em uma outra data'', disse o líder petista.
''Estamos na fase do entendimento final'', afirmou Viana, ressaltando que está sendo articulado um grande acordo para permitir que sejam realizadas duas votações da proposta na Câmara e duas no Senado de modo a vigorar já no início do próximo do ano.
Aécio fará a negociação com FHC, que já havia manifestado sua resistência a aumentar o seu mandato em cinco dias. O deputado federal José Genoíno (PT-SP) chegou até a propor uma antecipação da posse para o dia 23 de dezembro. Mas esta mudança seria ainda mais difícil de ser efetivada legalmente.
Aécio considera que o adiamento da posse só será possível se houver consenso entre os partidos e interesse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ontem, Aécio consultou o líder do PT na Câmara, João Paulo Cunha (SP), sobre a posição do partido em relação à proposta de mudança. João Paulo ficou de dar uma resposta na próxima semana.

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